Madeira

“Temos tido indicadores mais positivos que resultam de uma maior absorção no mercado de trabalho”

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Foto Arquivo

A secretária regional de Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade, referiu que o facto de existirem cada vez mais madeirenses a deixar de receber o Rendimento Social de Inserção (RSI) deve-se à entrada destes no mercado de trabalho.

Face à notícia avançada pelo DIÁRIO, na edição do passado dia 10 de Abril, a secretária explica que a nível do RSI “há muitas pessoas que deixaram de receber” e isto acontece "ou porque estão a trabalhar ou aumentaram os seus rendimentos que os impedem de ter acesso [a este apoio]”, disse.

Era bom clarificar que os apoios aqui na Madeira, no Porto, em Lisboa e nos Açores, são todos iguais. Sei que a nível de subsídios de desemprego, a nível de RSI, que são mais os apoios dirigidos pela Segurança Social, de facto temos tido indicadores mais positivos que resultam de uma maior absorção no mercado de trabalho e que por via desse facto, perdem esse direito porque estão a trabalhar. Rita Andrade, secretária regional de Inclusão Social e Cidadania

Relativamente à taxa de risco de pobreza na Madeira, a região com a percentagem mais elevada em Portugal (em 2021 era de 28,9%), a secretária esclarece que o facto de existirem menos pessoas a serem apoiadas com o RSI em nada tem a ver com esta taxa.

Estamos a falar de coisas completamente diferentes. O risco de pobreza avalia 13 indicadores que não têm a ver com o RSI nem com este facto. (…) Sem querer minimizar esta problemática de todo, até porque estamos a fazer um trabalho sério e complexo a nível da estratégia regional da pobreza para compreender melhor alguns fenómenos para melhor poder agir, a verdade é que temos a maior população empregada dos últimos anos, temos das maiores taxas e os menores números de emprego registados e, portanto, quando falamos de risco de pobreza estamos a falar de uma realidade que é aplicada a nível da Europa” Rita Andrade, secretária regional de Inclusão Social e Cidadania

Tal como explicado, esta taxa é baseada em 13 parâmetros que por vezes não se adaptam à realidade regional, como é o caso de aquecimento eléctrico nas casas. “Os 13 indicadores avaliam se a pessoa tem ou não aquecimento eléctrico, aqui na Região a maior parte diz que não”.

Temos aqui um conjunto de indicadores que no nosso ver poderiam ser adaptados e reajustados pelo menos às regiões insulares até porque Canárias e outras regiões ultraperiféricas e insulares, como a nossa, registam, também elas, valores muito mais elevados em termos de risco de pobreza e isto não acontece por acaso. Acontece porque todas estas regiões se identificam com esta necessidade de termos um conjunto de parâmetros que nos pudessem diferenciar um pouco” Rita Andrade, secretária regional de Inclusão Social e Cidadania