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Maduro condecora embaixador chinês e destaca nível de relações sino-venezuelanas

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O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condecorou na segunda-feira o embaixador chinês no país, que vai deixar Caracas, e destacou o alto nível de confiança mútua, trabalho e cooperação sino-venezuelana.

"As relações entre a China e a Venezuela estão ao melhor nível que alguma vez estiveram as relações entre ambos países, como parte da confiança e da política, do esforço permanente que temos em matéria de coordenação na diplomacia e na política internacional", disse Maduro.

O líder falava no palácio presidencial de Miraflores na cerimónia de despedida de Li Baorong, que durante cinco anos foi embaixador da China na Venezuela.

Baorong foi condecorado pelo chefe de Estado venezuelano com a Ordem Francisco de Miranda de 1.ª classe.

"Ao colocar esta ordem, estamos a reconhecer um verdadeiro irmão, que sempre esteve ao lado do povo venezuelano com palavras de incentivo, em todas as conjunturas, com as palavras da grande China ao povo venezuelano", disse Nicolás Maduro, sublinhando que o diplomata testemunhou o combate permanente contra os ataques dos EUA à economia nacional.

Maduro insistiu nos princípios de respeito mútuo e complementaridade que têm regido as relações bilaterais, sublinhando que estes foram reforçados no âmbito do ressurgimento de uma nova geopolítica mundial em que a China está na vanguarda.

Por outro lado, o líder voltou a felicitar Xi Jinping pela reeleição como Presidente da China.

"A China tem dado passos para se consolidar como uma grande potência do século XXI. Tem dado sinais contundentes de que é possível ser uma potência sem ser imperialista, estendendo as suas mãos para a cooperação, a solidariedade e o trabalho partilhado a todos os povos do mundo", disse.

Segundo Maduro, "a Venezuela estará na primeira linha para apoiar o princípio de 'uma só China', o seu desejo de paz e o exercício da sua soberania", disse Maduro, acusando o Ocidente de atacar constantemente Pequim.

Nicolás Maduro referiu-se ainda àquilo que chamou de provocações internacionais, que procuram encurralar a Rússia e fazer escalar o conflito ucraniano para o nível nuclear.

"Estamos conscientes das ações para provocar um conflito armado na China e criar blocos ao estilo da Guerra Fria, dividir o mundo e dizer aos países que ou estão comigo ou contra mim, para impor a chantagem do hegemonismo", disse.