Madeira

Rogério Gouveia acertou posições com os deputados do PSD-M sobre o Orçamento de Estado

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O secretário regional das Finanças recebeu, esta tarde, os deputados do PSD-Madeira na Assembleia da República, para debater proposta para o Orçamento de Estado de 2023.

“Esta reunião resulta da necessidade de prepararmos a articulação entre aquilo que é a perspectiva do Governo Regional e o que gostaríamos de ver inscrito na proposta de Orçamento de Estado para 2023 e aquilo que tem sido o trabalho dos deputados do partido que suporta o Governo Regional, na Assembleia da República", explica Rogério Gouveia.

Muitos dos assuntos resultam de reivindicações de anos anteriores e "situações que já se arrastam há algum tempo", como é o tema recorrente do financiamento do hospital e a clarificação da comparticipação do Estado.

"Felizmente a abertura do Governo da República, nesta legislatura, tem sido mais positiva e acreditamos que essa cooperação se irá manter em 2023. Por isso é que esta reunião ocorreu para situarmos os pontos de convergência e actuação em sede de Orçamento de Estado", sublinha.

A garantia do Estado ao financiamento da Região no próximo ano e os subsistemas de saúde são outros pontos importantes. No caso do pagamento das despesas de saúde das forças policiais e militares, há vários anos que o problema não tem uma solução.

“Têm sido os impostos dos contribuintes madeirenses e açorianos que têm suportado uma despesa que deveria ser do Estado", lamenta.

Questionado sobre a possibilidade de também receber os deputados deputados do PS em São Bento, Rogério Gouveia manifestou total abertura.

“Não foi pedido, mas estamos sempre disponíveis para reunir com todos os deputados. Se quiserem reunir connosco agendaremos e teremos um trabalho tão profícuo como o que temos com os deputados aqui presentes", assegurou.

Patrícia Dantas, deputada do PSD-M que integra a Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República considera esta reunião "fundamental" para fazer um ponto da situação

“Há temas que continuam pendentes, como o subsídio de mobilidade, a construção de esquadras, o funcionamento dos serviços de fronteiras", afirma.

Sobre a possibilidade de os deputados do PSD-M voltarem a votar o OE de forma diferente do resto da bancada, remete para as negociações.

“Isto é um dia de cada vez, no último orçamento os deputados do PSD-M apresentaram 41 propostas e conseguimos fazer aprovar 4, foram poucas mas significativas", recorda.