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Autoridades paquistanesas procuram autores dos ataques que mataram seis soldados

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As forças paquistanesas reforçaram esta segunda-feira as buscas pelos responsáveis por vários ataques ocorridos no domingo, que mataram seis soldados e feriram 17 civis numa província no sudoeste do país.

Fonte do governo da província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, adiantou através das redes sociais que ocorreram um total de nove ataques naquela região no domingo, sendo que nenhum civil foi morto.

Já as Forças Armadas explicaram, em comunicado, que cinco militares, incluindo um capitão do Exército, morreram após a explosão de uma bomba perto de um veículo das forças de segurança, durante uma operação em Kahan, uma área remota no Baluquistão, na fronteira com o Afeganistão.

Nenhum grupo militante assumiu até agora a responsabilidade por este atentado, noticiou a agência Associated Press (AP).

O sexto soldado foi morto num tiroteio com os talibãs paquistaneses na região de Sambaza, no distrito de Zhob, segundo fonte oficial da polícia.

Neste incidente, um insurgente também foi morto no tiroteio, acrescentou.

Em Quetta, capital do Baluchistão, 12 pessoas ficaram feridas quando assaltantes lançaram uma granada num bazar perto de uma área residencial, revelou a fonte da polícia.

Já em outras partes do Baluchistão, cinco pessoas ficaram feridas em ataques nas cidades de Kalat, Khuzdar e Hub.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shahbaz Sharif, condenou a violência no Baluchistão.

"A nação presta a sua homenagem e respeitos aos nossos heróis que deram suas vidas pelo Paquistão. Os perpetradores do terrorismo serão levados à justiça", salientou.

Os talibãs do grupo Tehreek-e-Taliban Paquistão (TTP) intensificaram os ataques em todo o Paquistão desde novembro, quando terminou unilateralmente um cessar-fogo, após acusar os militares de violar a trégua.

Este grupo militante é aliado dos talibãs do Afeganistão, que tomaram o poder no seu país no ano passado, durante os estágios finais da retirada das forças dos EUA e da NATO.

O regresso ao poder dos talibãs no Afeganistão encorajou o grupo paquistanês.

Além disso, sem relação com o TTP, os separatistas do Exército de Libertação do Baluchistão (BLA) há muito que travam uma insurgência de baixo nível, onde procuram independência do governo central em Islamabade.

Devido à violência naquela província paquistanesa, as embaixadas dos Estados Unidos e Arábia Saudita em Islamabade emitiram comunicados a alertaram os seus cidadãos para a ameaça.