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Governo britânico mobiliza soldados para substituir grevistas

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Cerca de 1.200 soldados vão ser mobilizados no Reino Unido para substituir paramédicos e agentes da polícia de fronteira em greve, anunciou hoje o Governo, na véspera de mais uma semana marcada por inúmeras greves.

O Reino Unido, onde a inflação ultrapassa os 10%, vive uma agitação social numa escala inédita em décadas, com greves que afetam vários setores, incluindo transporte e saúde.

Os enfermeiros pararam de trabalhar na quinta-feira para exigir aumentos salariais e melhores condições de trabalho e já anunciaram uma nova greve para a próxima terça-feira.

Os paramédicos, por sua vez, têm programada uma greve de dois dias, 21 e 28 de dezembro, para exigir aumentos de salário.

Os agentes da polícia de fronteira também vão fazer greve, por um período de vários dias, até ao final do ano.

Hoje, o Governo anunciou medidas para atenuar o impacto destas paralisações, mobilizando cerca de 1.200 membros das Forças Armadas e mais 1.000 funcionários públicos para preencher lacunas nos serviços de saúde e no policiamento de fronteira.

"Os sindicatos estão a provocar miséria para milhões de pessoas, com greves de transporte cruelmente programadas para o Natal", criticou o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak.

"Os trabalhadores ferroviários e os agentes de fronteira receberam acordos justos e acessíveis para os contribuintes", acrescentou o líder conservador, admitindo que alguns sindicatos estejam recetivos a estas propostas.

Sobre a mobilização das Forças Armadas para substituir os grevistas, o chefe do Estado-Maior da Defesa, almirante Tony Radakin, revelou preocupações.

"Não somos uma capacidade de reserva. (...) Estamos ocupados e a fazer muito em nome da nação. Precisamos nos concentrar no nosso papel principal", explicou o almirante.