Madeira

Albuquerque concorda com a suspensão da vacina da AstraZeneca

Defende um “estudo exaustivo” para esclarecer as dúvidas

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Embora considere a vacina da AstraZeneca segura, o presidente do Governo Regional concorda com a medida tomada também por Portugal de suspender a vacinação da referida marca. Mesmo reconhecendo que a suspensão “acaba por complicar” os planos de vacinação não só na Região e no País, mas também na Europa em geral.

Apesar de já terem sido administradas “4 mil doses na Madeira”, considera que a suspensão ontem decretada “foi uma decisão de prevenção para ser analisada e estudada”, referindo-se aos alegados efeitos secundários pela vacina.

Ainda assim sublinha que a conclusão “é que não há ainda um nexo de casualidade (causa efeito), pelo menos com evidência factual, entre as embolias e a administração da vacina [da AstraZeneca]”. Isto porque, “em 5 milhões de vacinas administradas da AstraZeneca, houve 30 casos”, ou seja, “por 100 mil habitantes – população geral - corresponde a 20 embolias e na população idosa, 500 por 100 mil”, apontou.

A expectativa de desbloqueio da suspensão reside agora na reunião desta quinta-feira da Agência Europeia do Medicamento, que espera possa decidir já no sentido da retoma da vacinação com o medicamento da AstraZeneca.

De resto, diz que foi “para evitar pânico e receios infundados, que os países decidiram, e eu acho bem – sublinhou -, fazerem um estudo exaustivo e tirar uma conclusão”.