Mundo

Ambientalistas consideram vitória de Biden ponto de viragem para o planeta

None
Foto EPA

Organizações e ativistas ambientais expressaram hoje "profundo alívio" com a eleição de Joe Biden, encarando-a como uma esperança para o planeta, apesar das "reformas titânicas" necessárias para limitar os impactos do aquecimento global.

Depois de Donald Trump ter frustrado esforços de combate às mudanças climáticas, ativistas e cientistas encaram como "uma viragem" a eleição de Joe Biden, que prometeu fazer regressar os Estados Unidos ao Acordo de Paris, sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, e apresentou um plano de 1,7 biliões de dólares para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

"A vitória histórica de Joe Biden é o primeiro passo para evitar uma catástrofe climática", afirmou a diretora executiva da Greenpeace, Jennifer Morgan, na rede social Twitter, exortando Joe Biden a ser o "campeão" climático de que o mundo precisa.

"A administração Biden-Harris tem uma oportunidade histórica de implementar um dos maiores esforços de estímulo verde do mundo para direcionar a economia dos EUA em direção a reduções de emissões sustentáveis enquanto reconstrói o país e cria uma sociedade mais justa", declarou Laurence Tubiana, um dos arquitetos do Acordo de Paris, citado pela agência France Presse.

"É um novo dia para o clima, o meio ambiente e o povo americano. Um amanhã melhor é possível", disse o chefe do 'think tank' do World Resources Institute, Andrew Steer.

Para o grupo Climate Action Tracker, a vitória de Biden pode ser um "ponto de inflexão" para chegar "muito perto" da meta de +1,5 ° C", o que exigiria que "a promessa dos Estados Unidos de neutralidade de carbono até 2050 fosse mantida, bem como os recentes compromissos chineses, europeus e japoneses nessa área".

"Se os Estados Unidos adotarem a meta de neutralidade de carbono para 2050, as quatro maiores potências económicas do mundo estarão em sintonia com a ciência e mostrarão o caminho para um futuro seguro, limpo e moderno", disse por seu lado o codiretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático (PIK), Johan Rockström.

Cautelosamente otimista, Michael Mann, da Universidade Estadual da Pensilvânia, advertiu no Twitter, que "a triste realidade é que, embora cada estado cumpra seus compromissos no âmbito do Acordo de Paris" tal será apenas metade caminho "para limitar o aquecimento a + 2° C, a meta estabelecida pelo Acordo de Paris.

O espaço de manobra do futuro presidente americano dependerá principalmente da sua capacidade de aprovar uma legislação climática ambiciosa para a qual precisará da aprovação do Senado, que poderá ficar nas mãos dos republicanos.

A um mês do 5.º aniversário do Acordo de Paris, os defensores do clima esperam um retorno da liderança americana às questões climáticas, defendendo que Bidé "pode estimular a confiança na cooperação internacional", vincou Andrew Steer.

Fechar Menu