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OMC prevê expansão do comércio mundial em 2017 e 2018

Foto Denis Balibouse/Reuters
Foto Denis Balibouse/Reuters

O comércio mundial vai voltar a expandir-se face aos fracos resultados de 2016, prevendo-se que cresça entre 1,8% e 3,6% este ano e entre 2,1% e 4,0% no próximo, foi hoje anunciado.

Segundo o relatório anual de estatísticas e perspetivas publicado hoje pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, este crescimento ocorrerá a partir dos “medíocres” resultados do comércio mundial em 2016, que registou um acréscimo de apenas 1,3%.

Contudo, a OMC adverte que o crescimento estimado só se produzirá se o Produto Interno Bruto (PIB) da economia mundial recuperar segundo o previsto - 2,7% este ano e 2,8% em 2018 - e se os governos aplicarem uma combinação de políticas adequadas num ambiente com várias incertezas.

No relatório, a OMC revê em alta o crescimento do comércio mundial este ano para 2,4%, mais cinco décimas face às previsões de setembro último, mas sublinha que “a profunda incerteza sobre a evolução a curto prazo da economia e as políticas aumentam o risco das previsões”.

“A imprevisibilidade da evolução da economia mundial no futuro próximo e a incerteza sobre as medidas que serão tomadas pelos governos em relação às políticas monetárias, fiscais e comerciais aumentam os riscos de contenção da atividade comercial”, sustenta a OMC.

A OMC prevê um crescimento mais pujante do comércio no primeiro trimestre deste ano, mas as perturbações relacionadas com as políticas poderiam “facilmente debilitar as recentes tendências positivas”, afirma.

Em concreto, a organização considera que uma subida da inflação que provoque um aumento das taxas de juro, um endurecimento das políticas fiscais e a imposição de medidas restritivas ao comércio são fatores que podem desacelerar o crescimento do comércio nos próximos dois anos.

Também outros fatores podem influenciar como a incerteza provocada pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE), adianta a OMC.

“O escasso crescimento do comércio internacional registado durante os últimos anos reflete em grande medida a persistente debilidade da economia mundial”, sublinhou o diretor-geral da OMC, Roberto Azevedo, que sublinhou que o comércio pode fortalecer o crescimento mundial se a circulação de mercadorias e de serviços através das fronteiras se mantiver sem obstáculos.