A direita assassina no seu melhor

Afinal o Verão quente de 75, esse mesmo, no qual a direita matou, queimando nas sedes de partidos de esquerda, militantes que as defendiam dos energúmenos ataques das “procissões” promovidas pelo tenebroso Cónego Melo, líder da direita ultra-radical fascista, apoiado, de forma mais ou menos evidente pelos partidos da direita e, nestes, particularmente, pela “ala liberal” do PPD, onde pontificavam Marcelo e Santana, voltou . Quero com isto dizer, que a direita, farta de esperar pelo fim da “geringonça”, resolveu partir ao ataque, aproveitando as difíceis condições climatéricas, associando toda a reacção, desde a Liga dos Bombeiros, dominada pelo PSD, os madeireiros , as empresas ligadas ás aeronaves necessárias ao combate aos incêndios , e os autarcas prestes a perder as eleições , aos interesses dos paridos de extrema direita. Como nos idos setenta, ninguém será responsabilizado pelas mortes ocorridas então, nos atentados e assaltos a sedes dos partidos de esquerda, e agora, nos criminosos incêndios por eles perpetrados, pegando fogo a cães e gatos “regados” com gasolina.

É bom que se entendam as coisas, como elas são e, em política, como a direita costuma glosar, o que parece é, e nada mais parece mais que um ataque coordenado da direita que os incêndios, as que quebras de comunicação em serviços por ela (o SIRESP) a direita, governados, a Altice à frente de todas, a descoordenação dos bombeiros a cargo da Liga dominada pelo PSD, e sequentes intervenções dos de sempre, já activos em 75 e hoje em cargos institucionais, putativamente equidistante, ou candidato a presidir a um partido da direita, ambos com o mesmo discurso, populista e demagógico.

A esquerda, as esquerdas, deverão fazer um esforço maior para se entenderem, de modo a não permitirem a eclosão de “saladas russa” como a que aconteceu no Funchal, só possível por por obra e graça da CDU, ao permitir que a direita assumisse a liderança da Assembleia Municipal. Bem sei que o CDS finalmente encontrou o seu lugar, pelo qual ansiava há quarenta anos, o ser a muleta do poder, aqui do sub-poder porque para mais não dá, mas que o PCP, uma vez mais ajudou, disso não há dúvida.

Põe-te a pau companheiro.