Papa diz que pena de morte é uma medida “desumana que humilha”

11 Out 2017 / 19:43 H.

O papa Francisco rejeitou hoje veementemente no Vaticano as condenações à pena de morte, afirmando que são inadmissíveis por serem desumanas e humilhantes.

“Deve-se afirmar com força que a condenação à pena de morte é uma medida desumana que humilha a dignidade pessoal”, disse Jorge Bergoglio no Vaticano, durante uma audiência que manteve com os participantes num encontro promovido pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

Segundo o papa, a pena de morte “atenta fortemente contra a dignidade humana” e “é contrária ao Evangelho”.

“Decide-se voluntariamente suprimir uma vida humana, que é sempre sagrada aos olhos do Criador, e da qual Deus, em última instância, é o único juiz e garante. Nenhum homem, nem um criminoso, perde a sua dignidade pessoal”, sublinhou.

“A ninguém, portanto, se pode tirar não só a vida como a possibilidade de uma redenção moral e existencial que seja em favor da comunidade”, acrescentou.

Por fim, defendeu que “por muito grave que seja o crime cometido, a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa”.

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