Igreja Mórmon abandona Boys Scouts e cria programa próprio de escutismo nos EUA
A Igreja mórmon, a maior patrocinadora da organização norte-americana de escutismo Boy Scouts, anunciou na quinta-feira que vai retirar 185 mil jovens mais velhos desta para construir o seu próprio programa.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias avançou que a decisão não resultou de uma outra, tomada em 2015, dos Boy Scouts de autorizar líderes homossexuais nos escuteiros, porque os patrocinados pelos mórmones podiam excluir estes adultos, invocando motivos religiosos.
Mas pelo menos um líder mórmon afirmou que os Boy Scouts e os mórmones há vários anos que divergiam sobre vários assuntos e que a política face aos homossexuais foi provavelmente um dos vários fatores que contribuíram para a divisão.
Garantindo que quer um programa novo e simplificado, que seja mais próprio para os adolescentes mórmones, esta Igreja anunciou que os rapazes entre 14 e 18 anos deixam de participar nas atividades dos Boy Scouts, a partir do próximo ano.
Os 185 mil estimados pela Igreja, ou 130 mil nas estimativas dos Boy Scouts, são uma fração dos cerca de 2,3 milhões de Boy Scouts, existentes nos EUA.
Como outras religiões conservadoras os EUA, a igreja mórmon opõe-se ao casamento homossexual e ensina que ter uma relação homossexual é um pecado.
No anúncio da sua decisão, a igreja disse que tinha sabido recentemente da intenção dos Boy Scouts de admitirem raparigas, mas que a sua decisão era independente desta novidade.