Há 240 mil crianças entre os refugiados na Birmânia

15 Set 2017 / 11:48 H.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) informou hoje que calcula que 240.000 crianças se encontrem entre os muçulmanos de etnia rohingya que fugiram da Birmânia para o vizinho Bangladesh nas últimas três semanas.

A porta-voz da UNICEF Marixie Mercado disse que aquele número, que representa à volta de de 60% do total de 391 mil refugiados, inclui cerca de 36 mil crianças com menos de um ano.

Entre os refugiados encontrar-se-ão ainda 52 mil mulheres grávidas ou lactantes.

Mercado indicou que a agência calcula que 1.100 menores não acompanhados atravessaram a fronteira na última semana.

A violência no oeste da Birmânia escalou a 25 de Agosto com uma ofensiva militar lançada na sequência do ataque contra três dezenas de postos da polícia efectuado pelos rebeldes do Exército de Salvação do Estado rohingya (Arakan Rohingya Salvation Army, ARSA), que defende os direitos da minoria muçulmana.

Segundo uma estimativa das Nações Unidas, divulgada anteriormente, mais de mil de pessoas da minoria muçulmana podem ter morrido nessa vaga de violência no estado de Rakhine, um número que é duas vezes superior ao das estimativas birmanesas.

O Conselho de Segurança da ONU pediu na quarta-feira “medidas imediatas” para acabar com a violência contra os ‘rohingya’, expressando “profunda preocupação com a situação actual” na Birmânia.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que os “crimes contra a humanidade” que sofrem os ‘rohingya’ na Birmânia podem ser considerados limpeza étnica, em linha com o Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos do Homem que, na segunda-feira, declarou que a forma como a Birmânia trata a minoria muçulmana aparenta “um exemplo clássico” disso mesmo.

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