China culpa restrições da UE por superavit comercial
A União Europeia impôs medidas para restringir as exportações de alta tecnologia chinesa e isso não agrada ao primeiro-ministro Li Keqiang
O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, culpou hoje as “restrições” que a União Europeia (UE) impõe nas suas exportações de alta tecnologia para a China pelo superavit comercial entre o país asiático e o espaço comunitário.
“A China não tenciona procurar deliberadamente um superavit comercial, queremos um comércio equilibrado. De outra forma, esse comércio não seria sustentável”, afirmou Li, no encerramento da sessão anual do legislativo chinês.
“A UE poderia relaxar as suas restrições nas exportações de alta tecnologia para a China. Isso alteraria muito o nosso desequilíbrio comercial”, propôs o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.
Li instou Bruxelas a concluir o mais rápido possível o tratado bilateral de investimentos que desde 2013 negoceia com a China e que “ajudará à abertura das duas partes”.
“Dependentes disso, continuaremos a ampliar o acesso ao mercado chinês para as empresas europeias. As firmas europeias estabelecidas na China receberão o mesmo tratamento do que as domésticas”, disse.
Na semana passada, a câmara do comércio da UE na China denunciou o favorecimento dado pelo Governo chinês às empresas locais, em prejuízo das firmas estrangeiras, no seu projeto de modernização da indústria nacional “Made in China 2025”.
O dirigente chinês reconheceu que existem “fricções comerciais” com a UE, mas expressou o seu desejo de que essas diferenças sejam abordadas de forma construtiva.
Li reiterou ainda o apoio da China à integração europeia e um euro forte, elementos que disse contribuírem para o desenvolvimento das relações.