PS queria concessão da Zona Franca feita de forma transparente

17 Jul 2017 / 12:49 H.

A Zona Franca da Madeira foi o tema alvo de uma conferência de imprensa hoje realizada pelo PS. Carlos Pereira afirmou que o processo de concessão da Zona Franca da Madeira (ZFM) devia ter sido feito de forma transparente, reafirmando que o Partido Socialista não concorda com a gestão privada da ZFM e que o Governo Regional agiu de má fé.

O líder do PS-Madeira ressalvou que, aquando do fim da concessão, o Governo Regional tinha duas opções: “a gestão pública (defendida pelo PS/M) ou a gestão privada. Tendo optado pela gestão privada, segundo os socialistas o Governo Regional deveria ter colocado a concessão a concurso público internacional, em nome da transparência, optando pela proposta que melhor defendia os interesses da Região Autónoma da Madeira - o que (incompreensivelmente) não se verificou”.

“Ora, o processo não foi transparente e o Governo agiu de má-fé, como também não definiu uma estratégia para o futuro da ZFM”, atirou Carlos Pereira, lamentando que “a estratégia esteja, uma vez mais, nas mãos do sector privado”.

Aliás, o líder socialista referiu mesmo que “o Governo está de costas voltadas e a Região não tem nada a dizer sobre isso”, lamentando, por isso, que não exista um debate público sobre o melhor caminho para aproveitar as oportunidades e potencialidades da Zona Franca da Madeira.

“Face ao exposto, o presidente do PS-Madeira entende que o Governo Regional não é de confiança, uma vez que «violou os interesses dos madeirenses», no que diz respeito à concessão da Zona Franca da Madeira”, refere nota de imprensa.

A mesma nota acrescenta ainda que Carlos Pereira acusou o actual Secretário Regional das Finanças de tornar a fazer parte de uma situação que mancha a credibilidade e a transparência da Região Autónoma da Madeira perante as instâncias internacionais.

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