Guaidó apoia contactos entre Canadá e Cuba para transição política

28 Jan 2020 / 06:03 H.

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, disse hoje em Otava que são “positivos” os contactos entre Canadá e Cuba, para que Havana “faça parte de uma solução” para a crise venezuelana.

“Não é um segredo que o Governo de Cuba tem sido um suporte, não apenas ideológico, mas dos serviços de informação para o regime venezuelano. Acreditamos que a gestão que o Canadá tem com distintos países, incluindo Cuba, são muito positivas para poder encontrar-se uma solução, para o aproximar rapidamente de uma transição na Venezuela, entendendo a participação que tem tido nos últimos anos”, disse.

Juan Guaidó falava durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá, François-Philippe Champagne, após um encontro entre ambos.

Já o responsável pela diplomacia do Canadá confirmou que tem havido contactos entre Otava e Havana.

“Conversámos sobre os esforços adicionais que vamos fazer de maneira conjunta, não apenas o Canadá, como parte do Grupo de Lima, mas a comunidade internacional”, disse François-Philippe Champagne, elogiando a “liderança e valentia” de Juan Guaidó ao pedir ao Canadá que mantenha os seus esforços.

“O objetivo continua a ser o regresso da democracia e dos direitos humanos na Venezuela, através de próximas eleições livres e justas”, sublinhou o ministro.

O presidente do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, iniciou, em 19 de janeiro, um périplo internacional que o levou à Colômbia, Inglaterra, Bélgica, Suíça, França e Espanha.

No domingo, Guaidó chegou a Otava, capital do Canadá, onde se prevê que se reúna ainda com o primeiro-ministro, Justin Trudeau.

A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, depois de Juan Guaidó jurar publicamente que assumiria as funções de presidente interino da Venezuela, até afastar o atual chefe de Estado, Nicolás Maduro, do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no país.

Segundo vários organismos internacionais, mais de 4,5 milhões de pessoas abandonaram a Venezuela, fugindo da crise política, económica e social.