Governo brasileiro diz que Trump defende soberania do país sobre a floresta Amazónia
O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, destacou na sexta-feira a “relação muito especial” do seu país com os Estados Unidos, enfatizando o apoio do Presidente norte-americano, Donald Trump, em relação à “soberania brasileira” da Amazónia.
O ministro brasileiro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, reuniram-se na sexta-feira com Donald Trump e com altos funcionários do executivo norte-americano, na Casa Branca, em Washington.
“Foi uma deferência do Presidente Trump participar na reunião. Reforça o caráter muito especial que tem hoje a relação entre o Brasil e os EUA”, disse Araújo à imprensa, na Casa Branca.
Após a reunião, o chefe da diplomacia brasileira declarou que Trump reiterou o seu apoio à soberania do Brasil sobre a Amazónia.
“Trump mostrou-se completamente contra a internacionalização da Amazónia. Não é assim que o mundo funciona. É um mundo de nações soberanas, que devem cooperar, sim, na questão ambiental, mas respeitando a soberania”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores.
Além de Trump, participaram na reunião o secretário de Estado, Mike Pompeo, o genro e assessor de Trump, Jared Kushner, e assessores do conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton.
O ministro brasileiro comentou assim a tensão desencadeada durante a recente cimeira do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo), no último fim de semana, em Biarritz, na França, na qual o Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou Bolsonaro pela sua alegada falta de compromisso com a defesa ambiental e levantou a possibilidade de propor às Nações Unidas que a Amazónia seja submetida a uma espécie de gestão internacional.
A Casa Branca esclareceu na quarta-feira que não concordou com a iniciativa do G7 de oferecer 20 milhões de dólares (17,95 milhões de euros) para reforçar o combate aos incêndios nos países amazónicos, por considerar que o grupo “não incluiu” o Presidente brasileiro nas conversações sobre o tema.
Trump recorreu à rede social Twitter para defender o seu homólogo brasileiro.
“Consegui conhecer bem o Presidente Jair Bolsonaro nos nossos contactos com o Brasil. Ele está a trabalhar duramente nos incêndios na Amazónia e, de todas as formas, está a fazer um ótimo trabalho para o povo do Brasil, e isso não é fácil. Ele e o seu país têm o apoio total dos Estados Unidos”, disse Trump na quarta-feira.
No Twitter, Jair Bolsonaro afirmou na sexta-feira que também a chanceler alemã, Angela Merkel, se juntou aos governantes que apoiam a soberania brasileira sobre a Amazónia, acrescentando que o Serviço Europeu para a Ação Externa, instituição da União Europeia, irá avaliar os fogos naquela região.
“Hoje [sexta-feira] tive uma conversa bastante produtiva com a chanceler Angela Merkel, a qual reafirmou a soberania brasileira na nossa região amazónica. A pedido do Governo alemão, o Serviço Europeu para a Ação Externa foi mobilizado para avaliar a situação das queimadas na América do Sul”, escreveu Bolsonaro.
A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados, incluindo territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro, o número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.
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