Dezenas de mortos em combates no norte da Síria

Síria /
18 Ago 2019 / 17:45 H.

Pelo menos 60 combatentes rebeldes e das forças governamentais morreram hoje em combates violentos nos arredores de Jan Shijún, um destacado bastião insurgente do noroeste da Síria, que o exército tenta conquistar há vários dias.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que morreram 45 combates das facções rebeldes e islamitas, bem como 17 elementos das forças leais ao Presidente, Bachar al Asad, em confrontos violentos e em ataques aéreos e de artilharia durante a noite e na madrugada de hoje.

Esta Organização Não Governamental (ONG), com sede no Reino Unido mas com uma ampla rede de colaboradores no terreno, descreveu que os confrontos armados se concentram a este de Jan Shijún, mas também a oeste, na zona onde, nos últimos dias, as forças do Governo tomaram terras agrícolas.

Segundo uma fonte militar na Síria, que a agência de notícias espanhola EFE diz ter pedido o anonimato, o exército controlou o acesso de uma auto-estrada considerada chave para a entrega de mantimentos aos rebeldes que dominam o noroeste do país.

A província de Idlib está praticamente controlada pelo Organismo de Libertação para o Levante, uma aliança que inclui a antiga filial síria da Al Qaeda.

Jan Shijún situa-se na estrada internacional de Alepo-Damasco, de grande importância para o movimento e transporte no norte do país.

Dezenas de civis estariam a fugir da cidade para o norte da Síria, na fronteira com a Turquia, onde estão milhares de pessoas deslocadas pelos combates.

A violência intensificou-se durante o mês de Julho e apenas teve uma pausa de quatro dias no início de Agosto, quando o exército sírio declarou um cessar-fogo condicionado à aplicação do acordo de Sochi, selado em Setembro de 2018 pela Rússia, aliada de Damasco e da Turquia.

Com base nesse acordo, foi estabelecida em torno de Idlib uma faixa desmilitarizada que passa pelas províncias de Aleppo, Hama e Latakia, e uma ofensiva do governo na região rebelde foi detida.

Agora, após o fim da trégua, em 5 de Agosto, Damasco parece determinado a recuperar o controle do Idlib e ignorar a existência do acordo, acusando Ancara e os rebeldes de não o respeitarem.