PS exige melhoria das condições do porto e varadouro do Paul do Mar

19 Jan 2020 / 14:49 H.

A falta de condições adequadas no porto e no varadouro do Paul do Mar continua a deixar descontentes os utilizadores destas infraestruturas.

O desalento foi transmitido este domingo à deputada do PS Sofia Canha, também vereadora na Câmara Municipal da Calheta, que alerta para a necessidade de dotar estes espaços dos requisitos condignos para a sua utilização.

A parlamentar socialista dá conta que no PIDDAR 2020 estão inscritos 164 mil euros para a remodelação do varadouro e porto, mas explica que as obras “tiveram início logo antes das eleições regionais e, em Dezembro, foram dadas por concluídas”, não sabendo se correspondem a uma primeira fase e se serão retomados os trabalhos.

Os pescadores profissionais e amadores, bem como outros utilizadores recreativos daquela infraestrutura “estão muito desapontados e aborrecidos, pois queriam ver materializadas as suas reivindicações, ou seja, que fossem melhoradas as condições do varadouro e do porto” adianta Sofia Canha, salientando que foram colocadas traves de madeira em praticamente toda a largura da rampa, com uma altura considerável que condiciona a entrada e saída de embarcações quando auxiliadas por veículos. Além disso, as traves colocadas já denunciam desgaste.

Segundo a deputada, os utilizadores entendem que as pequenas embarcações de fibra poderiam ser colocadas e retiradas do mar se fosse possível utilizar o guincho do porto a qualquer momento, pelo que reivindicam que seja alargado o horário de funcionamento do mesmo, que neste momento se encontra condicionado pelo horário de abertura da lota.

Também por resolver está “o problema da falta de iluminação na rampa, bem uma intervenção nas casas de apoio do porto, dando-lhes condições básicas como acesso a água e áreas para amanhar o pescado”, salienta Sofia Canha que pede ao Governo Regional uma solução e adverte ainda para o facto de os serviços regionais de abate de embarcações estarem a “facilitar o abandono de barcos na rampa, alguns há mais de 10 anos”.