Há 25 anos, a regionalização dividia o PSD e Albuquerque considerava Jardim o nome certo para Belém

14 Ago 2019 / 15:00 H.

O Verão de 1994 seria marcado, na política regional, pela demissão de Virgílio Pereira da presidência da Câmara Municipal do Funchal, menos de um ano depois de ter sido eleito. Mas antes, foi a regionalização a dominar a discussão, ao nível nacional.

Cavaco Silva, líder do PSD, defendia o fim do regionalização e o grupo parlamentar, na Assembleia da República, avançou com uma proposta de revisão constitucional que retirasse esse objectivo da lei fundamental. Uma tal de LIFUCO, Liga dos Futuros Concelhos, pegou na ideia e defendeu o fim das regiões autónomas que voltariam a ser distritos. Posições que motivaram uma reacção enérgica, na Madeira, mas também noutros pontos do país. O PSD ficou claramente dividido.

De férias no Porto Santo, Miguel Albuquerque, então só vereador da CMF e deputado na Assembleia Legislativa da Madeira - pouco tempo depois seria presidente da autarquia devido à demissão de Virgílio Pereira - considerava a posição de Cavaco um erro grosseiro, mas lembrava que a proposta de revisão constitucional do PSD nunca iria passar porque o PS era contra e para ser aprovada precisava de dois terços dos deputados de São Bento.

Também no Porto Santo, Lourenço Gomes, presidente da assembleia municipal da Maia e um dos autarcas ‘laranja’ há mais tempo em funções, atacava Cavaco e os “barões de Cascais”, acusados de descaracterizar o partido, considerava um erro enorme a proposta de retirar a regionalização da Constituição uma erro grave e exigia mudanças radicais no PSD.

A dois anos das eleições presidenciais (1996), Albuquerque e o autarca do Norte concordavam noutro assunto: Alberto João Jardim, também em férias no Porto Santo, era uma escolha certa para candidato do PSD a Belém. “Tem o melhor perfil de Presidente dentro da área do PSD”, afirmava Miguel Albuquerque.

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