Grupo Parlamentar do PS exige ao Governo solução para as ‘altas problemáticas’

19 Jan 2020 / 15:04 H.

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) Madeira lamenta que mais de 450 pessoas vivam nos hospitais da Região em condição de ‘alta clínica’ ou ‘altas problemáticas’.

Reagindo à notícia publicada hoje pelo DIÁRIO, que dá conta de 450 pessoas a viver no hospitais, Miguel Iglésias considera que estes números revelam “falta de acção política na área da Saúde por parte do Governo Regional” e entende que nada mudará de paradigma se olharmos para o Orçamento da Região para 2020.

Segundo o líder parlamentar do PS, é “incompreensível” haver falta de camas para internamento pelo facto de estarem ocupadas com situações de “altas problemáticas”, sendo ainda mais lamentável o facto de existir casos de utentes que aguardam há vários anos por uma solução que não seja viver no hospital.

“Em breve, iremos ouvir o Secretário da Saúde vir a público dizer que o Governo Regional está empenhado em encontrar soluções para essa situação. Um discurso que se repete ano após ano e sem que se veja realmente alguma resposta ou solução apresentada”, refere Miguel Iglésias.

No seu entender, a prova desta “acção política vazia” é o Orçamento da Região para 2020, que não apresenta medidas estruturantes para combater o elevado número de ‘altas problemáticas’ registadas nos hospitais da Madeira.

Fala, por isso, num “orçamento de contrassenso”, uma vez que as reivindicações do CDS, aquando da formação do Governo, passavam por revolucionar todo o sistema de Saúde da Região, mas, para já, “mantém-se tímidos e a aguardar a colocação da ‘sua gente de confiança’ nos prometidos tachos da administração pública”.

Sabendo que as ‘altas problemáticas’ são um “problema complexo que não têm uma resolução rápida e imediata e que coloca constrangimentos à gestão das unidades de saúde públicas”, o Grupo Parlamentar do PS exige ao Governo Regional que “crie e coloque em prática medidas que possam minimizar este flagelo social”, através de investimentos em unidades de cuidados de saúde, pois “não se pode simplesmente ignorar estas pessoas”.