Escolas rurais “traduzem muito bem a importância que a Autonomia teve para a Educação e para o Ensino na RAM”

Jorge Carvalho marcou presença no 37º aniversário do ‘Liceu de Santana’, num dia onde também as escolas dos Louros e do Caniço fazem anos

11 Out 2019 / 14:44 H.

A Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral, em Santana, que hoje comemora o 37º aniversário, é um exemplo do quão foi importante a conquista da Autonomia, nomeadamente na descentralização do Ensino na Região.

O conceito de Autonomia foi a tónica do reconduzido secretário regional da Educação, Jorge Carvalho, no discurso que proferiu ao início da tarde para a comunidade escolar de Santana, dominada pela “geração da Autonomia”. Aproveitou a efeméride para assinalar que nesta sexta-feira festiva a Escola dos Louros também assinala o 30º aniversário, e a Escola do Caniço, 20 anos de existência.

“São escolas que pela sua idade traduzem muito bem a importância que a Autonomia teve para a Educação e para o Ensino na RAM. Foi através da Autonomia que se conseguiu trazer e levar o Ensino aos diferentes concelhos da Região”, lembrou.

Em jeito de apelo, expressou o desejo para que os novos alunos “não perdessem a noção e a importância do quanto a Autonomia foi importante para afirmarmo-nos, mas acima de tudo, para criar as óptimas e excelentes condições que hoje são proporcionadas aos nossos jovens, aos nossos alunos”, acentuou.

Jorge Carvalho aproveitou as distinções do mérito escolar, que logo de seguida foram atribuídas, para lembrar sobretudo aos ‘galardoados’ e toda a restante comunidade estudantil, que tal reconhecimento “não era possível fazê-lo há 40 anos”, porque então quem quisesse continuar os estudos estava obrigado a sair de Santana, que juntamente com a generalidade dos concelhos rurais, não tinham escolas para além da ‘primária’.

“Hoje temos a felicidade e a possibilidade de termos uma escola secundária em cada concelho”, enalteceu. Reforçou que esta proximidade das escolas às comunidades é uma das muitas conquistas da Autonomia.

De resto, elogiou o “empenho dos professores” e das direcções que têm passado pelo ‘Liceu de Santana’, “uma Escola que tem sabido enfrentar os diferentes desafios”. Neste particular lembrou a introdução, este ano, dos manuais escolares no 5º ano de escolaridade e a possibilidade das escolas optarem a sua organização do ano escolar em semestres.

Dois desafios que para Jorge Carvalho demonstra o empenho do seu Governo “em criar as condições para que todos os alunos da Região possam usufruir do melhor que existe neste momento no sistema educativo”, tendo por objectivo formar “cidadãos capazes e competentes”, concretizou.

Antes, a vereadora com o pelouro da Educação na Câmara de Santana, Élia Gouveia, ‘convidou’ a comunidade escolar a optar sempre pelos estabelecimentos de ensino do concelho até completarem o ensino obrigatório (Secundário).

Já a presidente do conselho executivo da Escola Secundária de Santana, regozijou-se pelo facto de a escola apresentar “uma grande dinâmica, criatividade, experiência e tranquilidade”, assentes num projecto que “procura inovar, planifica e organiza anualmente uma grande diversidade de actividades que permitem o desenvolvimento de diferentes competências nos alunos”.

Inês Andrade realçou que a Escola de Santana “sempre foi pioneira na implementação de diversas ofertas formativas, procura responder às necessidades de formação actuais, prepara os jovens da nossa comunidade para diferentes percursos profissionais”, sublinhou.

“Resultado de muito empenho, trabalho, dedicação, dos seus alunos, professores, funcionários, encarregados de educação e em cooperação com outras instituições, consolida os seus bons resultados internos e externos”. Destacou, a nível regional e nacional, a participação em diversos projectos, muitos dos quais alvo de “grande reconhecimento”, como ficou evidenciados no programa das comemorações que não só contou com vários professores que eram os primeiros alunos a 11 de Outubro de 1982, mas também com alguns dos primeiros professores e funcionários que ‘inauguraram’ o Liceu de Santana há 37 anos.

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