“Economia Regional está a passar por bons momentos” e ruma à internacionalização

‘Negócio Internacional e Fundos Comunitários’ foram debatidos esta tarde na BOX Santander Advance Empresas, instalada na Praça do Município, no Funchal, até sexta-feira

26 Jun 2019 / 16:28 H.

“Falamos muito da Economia regional, muito virada para si própria, mas a Economia Regional está a passar por bons momentos, com bons indicadores em termos da balança comercial e, no momento em que as exportações superam o valor das importações regionais, entendemos que é importante perceber quais são as principais dificuldades e lacunas dos nossos clientes”.

A afirmação é de Vítor Calado, Director da Rede Santander na Madeira, a propósito do debate sobre ‘Negócio Internacional e Fundos Comunitários’, que decorreu esta tarde, na Praça do Município, no Funchal, no âmbito da presença da BOX Santander Advance Empresas na Região.

A iniciativa, promovida pelo Jornal de Negócios, o Correio da Manhã e o Santander Empresas, e que decorrerá até sexta-feira, contou com a participação da directora regional adjunta de Economia, Patrícia Dantas, o presidente do Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE), Jorge Faria, e a vice-reitora da Universidade da Madeira, Elsa Fernandes.

A moderação coube a Pedro Correia, responsável pela área de negócio internacional do banco, que apresentou os instrumentos financeiros que Santander disponibiliza aos seus clientes de forma a tornar as empresas mais competitivas no exterior.

Cada um dos oradores deixou o seu contributo sobre os principais desafios à internacionalização das empresas madeirenses.

Patrícia Dantas sublinhou que, do ponto de vista da intervenção pública, é necessário “manter um quadro de apoios ao desenvolvimento das empresas nesta área da internacionalização e do acesso aos mercados externos, bem como da recepção das empresas internacionais no mercado”.

A directora regional adjunta de Economia diz também ser importante “a manutenção do quadro de incentivos fiscais, não só o Código Fiscal do Investimento, como o Centro Internacional de Negócios da Madeira”.

Ao nível das acessibilidades, sublinhou igualmente que “temos de continuar a promover, não só as acessibilidades marítimas e aéreas, mas também as ligações das telecomunicações”, recordando que a Madeira já tem previsto o lançamento de uma nova ligação em cabo submarino ao continente.

Entre outros aspectos, Patrícia Dantas disse ainda que “é preciso continuar a reforçar as instituições que apoiam a internacionalização”, como é o caso da Startup Madeira, da Invest Madeira ou do próprio IDE.

Já Elsa Fernandes considera “fundamental” que empresas tenham “recursos humanos com uma visão da globalização do processo” e que “percebam de mundo”. Realidade que só será possível se as instituições, como é o caso da Universidade da Madeira (UMa), conseguirem aceder aos fundos comunitários.

“Sabemos o quão difícil é fazer internacionalização sem verbas”, vincou a vice-reitora. Apesar disso, referiu que a UMa (com o apoio o do Santander) tem conseguido captar alunos internacionais. De referir, neste âmbito, que a UMa acolhe actualmente 40 alunos da província de Free State, na África do Sul.

Por seu turno, Jorge Faria realçou a importância da “aposta na economia azul e verde”.

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