Uma Europa decente - quando?
O titulo em epígrafe lembra o didáctico livro, ‘Por Uma Sociedade Decente’, de Eduardo Pais Ferreira, com chancela da Marcador. De leitura obrigatória.
Na actual União Europeia (UE) a 27 países, muitos a ‘reboque’ da deriva austeritária alemã, os números esmagam anseios e esperanças dos povos. Portugal é uma flagrância!
«Tudo o que Portugal recebeu desta Europa na última década foi autoritarismo e [cega] austeridade. Uma terapia de choque sem fundamento económico ou racional. Puro radicalismo
ideológico misturado com boa dose de preconceito», escreveu Mariana Mortágua no JN. Subscrevo e iria mais longe... Urge, como nunca, repensar o modelo e os valores da UE: Aprofundar o Estado Social para atingir o maior número de cidadãos; Lutar sem tréguas pelo fim dos paraísos fiscais; Cortar à nascença as velocidades várias na UE; Erradicar a dicotomia entre o Sul e Norte e nefastas consequências para nós, o Sul; Combater as alterações climáticas e apostar nas energias renováveis; Implementar horários reduzidos de trabalho, para que os
desempregados tenham ocupação - pão; Atacar a fuga e evasão fiscal, calculando-se que quase 10% da riqueza financeira mundial esteja em off-shores. Inclassificável!
Portugal necessita reforçar o papel regulador social do Estado que, nos últimos anos, praticamente desapareceu. Haja vontade política e a desigualdade social tenderá a desaparecer.
Os níveis de pobreza são humilhantes!
O saudoso e notável escritor, José Cardoso Pires dizia.’Isto bem repartidinho dá para todos e sobeja!’ Assino de cruz.
Vítor Colaço Santos