EUA anunciam novas sanções contra neto de Raúl Castro e outras entidades
Os Estados Unidos impuseram hoje sanções a um dos netos do ex-presidente cubano Raúl Castro, ao Banco Exterior de Cuba e as outras quatro empresas cubanas, no âmbito da campanha de pressão económica sobre Havana.
"Estou a designar cinco entidades e um indivíduo cujas atividades sustentam os setores dos serviços financeiros, dos metais e da mineração e da energia do regime, e que fazem parte de redes que promovem as ameaças do regime à segurança nacional dos Estados Unidos", afirmou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, citado num comunicado.
Entre os visados, contam-se o neto de Raúl Castro, Fidel Ernesto Castro Calis, o Banco Exterior de Cuba e quatro empresas cubanas que operam nos setores energético e mineiro, segundo o Departamento de Estado.
Foram alvos de sanções a Empresa de Servicios Comandante Rene Ramos Latour (NICAROTEC) e a Empresa Importadora Y Abastecedora Del Niquel (CEXNI), que operam a nível do setor mineiro, mas também a Empresa Importadora de Abastecimiento para El Petroleo (ABAPET) e a Comercial Cupet S.A, do setor energético.
O pai de Fidel Calis, Alejandro Castro Espín, é o único filho do ex-presidente Raúl Castro e desempenhou um papel determinante nas negociações secretas entre Cuba e os Estados Unidos que conduziram, em 2015, ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
"O regime comunista cubano continua a representar uma ameaça profunda e multifacetada para a segurança nacional dos Estados Unidos e para a estabilidade do nosso hemisfério", justificou a diplomacia norte-americana num comunicado.
"Enquanto o povo cubano sofre, a família Castro e os seus companheiros (...) continuam a exercer um controlo total sobre a economia da ilha, acumulando os recursos em benefício de um pequeno grupo de elites do regime", acrescentou o comunicado do Departamento de Estado.
Embora Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel Castro, não ocupe qualquer cargo oficial no governo ou no Partido Comunista Cubano no poder, continua a desempenhar um papel importante nas decisões políticas e conta com a lealdade das Forças Armadas.
Desde janeiro, os Estados Unidos impõem um bloqueio petrolífero de facto à ilha de 9,4 milhões de habitantes, o que agravou a crise energética já existente e provoca regularmente longos cortes de energia.
A ilha enfrenta agora um colapso no setor do turismo, uma das suas principais fontes de rendimento.