“A Medicina Artificial”... e outras coisas mais!
Talvez seja ainda um pouco cedo para falar deste tema, mas, com a velocidade astronómica da informação nos dias de hoje, levam-nos a tomar novas medidas, preventivas, até porque como diz o povo: - Vale mais prevenir do que remediar!
O exercício da medicina, na sua prática comum, tem variadíssimos pormenores, muitas opções e decisões, algumas delas, com a maior brevidade e até urgência, mas sempre com uma certeza absoluta, em fornecer a melhor resposta, para qualquer situação patológica.
Não estou a ver a inteligência artificial (IA), conseguir fazer uma conversa com um paciente, enquadrar as perguntas e as respostas, “ler” a mímica facial, entender qualquer “piscar de olhos” e depois fazer um diagnóstico, para poder prescrever um tratamento. Nesta maneira de pensar e entender as alterações relacionadas com o nosso corpo, que estão arrumadas na nossa cabeça, que é um mundo, e também no nosso metabolismo, que é um outro mundo, estará aqui o “busílis” ou o segredo para uma solução acertada! Considero que a IA, na prática médica, pode ajudar, por exemplo, na leitura e esclarecimento dos exames complementares de diagnóstico - sempre com a supervisão esclarecida dum licenciado em medicina. Porque, na nossa saúde, qualquer decisão deve ser tomada, por quem estudou para saber decidir! E também com toda a responsabilidade final! Assim sendo e assim pensando, todas as ajudas técnicas são bem vindas, mas devem ser enquadradas, num raciocínio e numa funcionalidade, relativas a todos os actos e decisões, seja a que nível for!
Um simples sapateiro, não vai precisar da IA, para colocar umas “meias-solas” num par de sapatos! Muitas actividades profissionais, funcionam pela aquisição permanente de conhecimentos e de técnicas, com uma frequência necessária e ideal, de acordo com as variâncias que estão a surgir. Imaginem o que será construir um prédio numa zona sísmica, perguntando antecipadamente à IA, as técnicas, os materiais, pensando nos objectivos de uma maior segurança num eventual tremor de terra? A segurança na construção civil, tem muitos pormenores, da responsabilidade da engenharia, para decidir as melhores opções, seja para pontes, seja para viadutos, com todos os limites de segurança, religiosamente cumpridos!
Considero que, objectivamente, a palavra inteligência, refere-se com toda a certeza à mente humana, mas depois, adicionando a palavra artificial, provoca um certo “vazio” ou um “hiato” na execução dos actos e decisões!
No que respeita à educação e na aquisição de conhecimentos, a IA pode até ser perigosa, porque vai “libertar” a interpretação dos textos e das descrições, limitando e até obliterando o normal desenvolvimento psíquico, na criança e no jovem, ou seja, a construção adequada dos seus cérebros e co-adjuvantes. Antes da IA as pessoas falavam com o telemóvel, com o computador, agora vão passar a falar com mais frequência com uma “inteligência artificial” e cada vez menos vão falar uns com os outros, como também cada vez menos sabem ler e escrever, o que é absolutamente necessário para uma perfeita funcionalidade mental! Daí que o trabalho das escolas tem de ser, ensinar a ler nos livros, ensinar a escrever com uma caneta, além de tantas outras coisas muito úteis, para construir uma cabeça, rica de conhecimentos, certa e segura, num mundo cada vez mais instável e indeciso!