Ministro da Presidência aponta namoro Chega/PS mas ainda não sabe se dá casamento
O ministro da Presidência afirmou hoje que é visível um namoro entre Chega e PS no Parlamento, mas adiantou que desconhece se essa relação em torno de propostas "erradas e insensatas" dará em casamento.
António Leitão Amaro fez estas declarações em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, tendo primeiro prevenido os jornalistas de que não acompanhou em pormenor o debate parlamentar agendado pelo Chega para a redução do IVA dos combustíveis.
"Mas tenho impressão de ter havido um namoro e uma negociação aberta entre o PS e Chega. Não sei se este namoro vai terminar em casamento, mas foi visível para todos", sustentou o titular da pasta da Presidência.
De acordo com o membro do executivo, "no meio da retórica parlamentar, que talvez possa ter sido mais dura, foi visível para todos como um e outro [Chega e PS] se atiraram para os braços um do outro, sinalizando que se queriam casar".
Depois, fez uma referência indireta ao antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno, a propósito das medidas propostas pelo PS na área da fiscalidade.
"Pessoas com experiência, incluindo no PS, já explicaram que são medidas muito insensatas e erradas, que não produzem efeitos para proteger os portugueses do aumento de custo de vida. Pelo contrário, podem pôr em causa algo que é tão precioso para os portugueses: o equilíbrio das contas públicas", completou.
O ministro da Presidência defendeu em seguida que o seu executivo toma "medidas que estão sempre balizadas dentro do compromisso que os portugueses exigem com o equilíbrio das contas".
"Não queremos ser aqueles que levam a novos desequilíbrios e a resgates de má memória. Esperemos que essa vontade e esse namoro entre PS e Chega, essa negociação aberta, não se concretize em resultados. Resultados que nada iriam ajudar os portugueses e que colocariam em causa as contas públicas", acrescentou.