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“A Venezuela está no meu coração e Portugal na minha alma”

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Foto DR

A visita do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava à Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas ficou marcada pelo testemunho emocionado de duas emigrantes que chegaram à Venezuela em 1972 e que continuam profundamente ligadas às suas origens.

“Cheguei à Venezuela com 14 anos. Tenho a Venezuela no coração e Portugal na alma”, contou uma das mulheres, agradecendo a solidariedade recebida num período particularmente difícil. “Temos passado por muitas coisas, mas, graças a Deus, vamos levantar-nos. Temos o sangue português e essa força para seguir em frente”, afirmou.

Maria, também natural da Ribeira Brava e residente na Venezuela desde 1972, não conseguiu esconder a emoção quando questionada sobre o significado do apoio levado pelo autarca. “Não consigo falar. É maravilhoso ver que, perante a realidade que estamos a viver, Portugal continua connosco. Levo as minhas raízes portuguesas na alma”, declarou.

Para estas emigrantes, os donativos representam mais do que uma ajuda financeira. É um sinal de proximidade e de reconhecimento por parte da terra de onde partiram há mais de cinco décadas.

“Esta ajuda é muitíssimo importante, tanto emocional como economicamente. Para as Damas Portuguesas, todo o apoio conta”, sublinharam, num encontro que aproximou novamente a Ribeira Brava daqueles que, apesar da distância e dos anos, nunca deixaram de se sentir parte do concelho.