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Madeira

Funchal celebra Turismo com semana de actividades e distinções

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Foto Arquivo

Visitas guiadas, oficinas de artesanato tradicional e feiras temáticas são alguns dos eventos programados pela Câmara Municipal do Funchal como forma de celebrar o Dia Mundial de Turismo, oficialmente comemorada a 27 de Setembro, mas que será marcada por um programa de sete dias, a começar já hoje e a terminar no próximo domingo. Os objectivos, assume a autarquia, são “valorizar a cidade, promover a cultura e as tradições locais e sensibilizar para a importância de um turismo cada vez mais sustentável, consciente e responsável”, refere a nota de imprensa.

O convite é para descobrir a identidade da cidade, as tradições e os talentos nela presentes, destacando-se a inclusão de uma iniciativa no Mercado dos Lavradores, voltada para o mundo. ‘O Mercado que nos une’, assim se intitula, convida os visitantes a inscreverem no painel ali colocado a sua proveniência. “‘Todos chegamos de lugares diferentes. Encontramo-nos aqui…’ é a mensagem que dá o mote a esta iniciativa, celebrando o Mercado dos Lavradores enquanto ponto de encontro entre culturas, pessoas e comunidades de todo o mundo”.

A par desta novidade, improta referir no programa a abertura do Museu de História Natural do Funchal no próximo domingo. as entradas são gratuitas, uma forma de marcar a data e convidar à descoberta do património natural da Madeira, ali representado.

Haverá entrega de Distinções Turísticas Municipais, no Mercado dos Lavradores, é o momento mais solene do programa, tem lugar na sexta-feira pelas 15 horas. Serão distinguidos quatro cidadãos. Margarida Ascensão e Maria José Rodrigues, pela preservação e transmissão do artesanato madeirense; pela valorização e continuidade dos saberes e técnicas tradicionais; pelo contributo efectivo para a valorização da identidade cultural do Funchal; e pela salvaguarda do património imaterial e das tradições locais.

Pedro Gonçalves, que soma 64 anos de presença na Praça do Peixe, será reconhecido pela longevidade, dedicação e continuidade de uma actividade profissional tradicional; pelo contributo para a preservação da identidade e autenticidade do Mercado dos Lavradores; e pela manutenção de uma tradição profundamente ligada à memória e à vivência da cidade. Por último, Paulo Pestana, pela dedicação ao ofício da chapelaria desde os 16 anos; por ter mantido a fábrica em funcionamento desde 1948; pelo dar continuidade de um saber-fazer artesanal transmitido de geração em geração; por preservar esta actividade tradicional com relevância histórica e cultural; e também ele pelo contributo para a valorização do património imaterial e da identidade do Funchal.