JPP considera que a Polícia Municipal "não resolve, por si só, os problemas"
O JPP entende que a Polícia Municipal "pode ser uma ferramenta útil, mas não resolve, por si só, os problemas do estacionamento, do trânsito, dos passeios degradados, da manutenção do espaço público ou das questões sociais".
Carolina Rodrigues , 19 Setembro 2026 - 07:00
Esta é posição do partido, apenas assumida hoje - ao contrário do que o fizeram ontem o vereador do PS e os vereadores independentes, também por sua livre iniciativa - à manchete de sábado do DIÁRIO, reforçando ser preciso saber "que modelo se pretende implementar, que competências terá e que problemas concretos se pretende resolver". Há, por isso, uma questão que o PSD deve esclarecer. "Afinal, em que ficamos? Primeiro, dizia que a Polícia Municipal não era necessária. Depois, passou a defender para o Funchal poderes semelhantes aos de Lisboa e do Porto e, agora, apresenta uma nova solução. O Funchal precisa de uma estratégia coerente e não de sucessivas mudanças de posição", referem Fátima Aveiro e António Trindade em comunicado.
Para os eleitos do JPP, há ainda uma contradição política que não pode ser ignorada. "A Câmara do
Funchal e o Governo da República são da mesma cor política e, apesar disso,
continuam sem encontrar uma solução para esta matéria. O problema não está em
mudar de posição quando os factos mudam. O problema está em não conseguir
concretizar uma solução quando existem condições políticas para a construir. O
JPP continuará a acompanhar esta matéria e a defender mais planeamento, mais
fiscalização, mais presença no terreno e, sobretudo, mais capacidade de decisão
e execução para resolver os problemas do Funchal", sublinham.