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Líder da Comissão propõe criar mecanismo de resposta a ameaças como na NATO

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A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje a criação de um mecanismo de resposta europeu, inspirado na NATO, para enfrentar ameaças híbridas que atacam a segurança dos 27 Estados-membros.

"A Europa precisa do seu próprio manual de contramedidas híbridas, precisamos urgentemente de um consenso sobre como responder a determinados incidentes que ficam abaixo de uma agressão armada, mas que ameaçam claramente a nossa segurança nacional. Noutras palavras, um mecanismo para complementar o 'Artigo 4.º' da NATO", referiu Ursula von der Leyen.

"Acredito que é altura de a Europa ter o seu próprio Artigo 4.º -- ou um Protocolo de Segurança de Emergência, quando ativado por um Estado-Membro, todos os Estados-Membros reunir-se-iam para coordenar uma resposta europeia" disse ainda von der Leyen, no seu sexto discurso sobre o Estado da União Europeia (UE) na sessão plenária do Parlamento Europeu.

O artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte estabelece que os países membros da NATO se consultarão mutuamente sempre que, na opinião de qualquer um deles, a integridade territorial, a independência política ou a segurança de um dos aliados estiver ameaçada.

A chefe do executivo comunitário anunciou que irá propor, "em conjunto com a Alta Representante para as Relações Externas e a Política de Segurança [Kaja Kallas], uma nova estratégia europeia de segurança".

"Os nossos sistemas foram concebidos para um mundo diferente", considerou, acrescentando que "as ameaças híbridas que a Europa enfrenta são cada vez menos híbridas e cada vez menos ameaças".

Ursula von der Leyen anunciou também, na área da defesa, "um novo Instrumento Europeu para Capacitadores Estratégicos -- totalmente alinhado com a NATO".

"A guerra na Ucrânia mostrou-nos a importância dos capacitadores estratégicos", que explicou serem ativos de apoio críticos e multiplicadores de força em que qualquer defesa credível assenta, "desde a defesa aérea e de mísseis ao transporte estratégico e ao reabastecimento em voo, do espaço ao ciberespaço".

Este instrumento é um mecanismo financeiro e de cooperação militar para financiar e desenvolver capacidades defensivas críticas de forma conjunta entre os Estados-membros da UE - nomeadamente meios, tecnologias e infraestruturas de apoio - focando-se em áreas como a defesa aérea, a capacidade de transportar tropas e equipamento e estratégico e reabastecimento em voos, entre outros.

"A Europa defenderá cada metro quadrado do seu território", avisou ainda.

Tmabém na área da defesa, von der Leyen referiu a urgência de se avançar com um Conselho de Segurança Europeu que inclua parceiros extra-UE como o Canadá, a Noruega, a Ucrânia, o Reino Unido, considerando "a natureza e a dimensão dos riscos em jogo".