Mais de 40% dos portugueses abandona atividade online em agosto por mau desempenho da rede
Quatro em cada 10 portugueses (42%) dizem ter abandonado uma atividade online em agosto devido ao mau desempenho da rede, revela um estudo realizado pela Netsonda a pedido da DE-CIX hoje divulgado.
O estudo, que foi realizado junto de 600 utilizadores de Internet em Portugal, conclui ainda que "a frustração dos consumidores também é elevada, em particular, quando as interrupções afetam atividades importantes".
Ou seja, 76% afirmam "ser frustrante sofrer de falhas de rede durante atividades importantes de trabalho ou lazer apesar de pagarem por um serviço de Internet 'premium'".
"Problemas relacionados com páginas ou aplicações (51%) que demoram muito tempo a carregar e quedas de ligação curtas (46%) e 'streaming' de vídeo (36%) são os três casos mais frequentes reportados pelos utilizadores a que se junta ainda o congelamento de vídeo ou áudio durante chamadas pessoais, profissionais ou escolares e atrasos graves durante jogos online", refere o estudo.
"Os consumidores estão cada vez mais a considerar outros fatores para além da velocidade quando avaliam a qualidade da sua experiência na Internet", afirma Ivo Ivanov, presidente executivo (CEO) da DE-CIX, citado em comunicado.
"À medida que os serviços digitais se tornam uma parte maior do quotidiano, a consistência e a capacidade de resposta importam mais do que nunca. Uma experiência online positiva depende não só da largura de banda, mas também de fatores como a latência e a qualidade da infraestrutura de rede subjacente", salienta.
O estudo indica também que os consumidores "estão a tornar-se menos tolerantes com os serviços digitais lentos".
Mais da metade dos inquiridos (53%) afirma ter menos paciência para os serviços digitais lentos ou que não respondem do que há cinco anos.
"Esta impaciência é particularmente evidente em momentos críticos online: atrasos na Internet, falhas ou breves desconexões são considerados inaceitáveis por 65% dos inquiridos durante o trabalho ou atividades profissionais, por 63% durante transações online e por 56% durante comunicações pessoais em tempo real", refere o estudo.
Pagamentos ou transações online, as videochamadas e a navegação geral na Internet são os serviços online para os quais os utilizadores esperam os tempos de resposta mais rápidos, com cerca de metade a esperar uma resposta quase imediata (em menos de dois segundos) em cada um destes serviços, segundo o estudo da Netsonda.