Inflação abranda na Madeira para 4,1% em Agosto
Taxa de inflação homóloga recuou 0,6 pontos percentuais face a Julho, mas continua acima da média nacional. Em termos médios dos últimos 12 meses, inflação regional subiu para 3,7%
A inflação na Madeira desacelerou em Agosto, com a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se nos 4,1%, menos 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que em Julho. Apesar da descida, o ritmo de aumento dos preços na Região continuou acima do registado a nível nacional, onde a inflação homóloga foi de 3,3%.
Os dados divulgados esta quinta-feira pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) mostram, por outro lado, que a taxa de variação média dos últimos 12 meses aumentou para 3,7%, mais 0,1 p.p. do que no mês anterior. Em Portugal, esta taxa situou-se nos 2,7%.
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, também aumentou 0,1 p.p., passando para 3,2%.
Por categorias, os serviços continuam a apresentar uma subida de preços mais acentuada do que os bens. Em Agosto, os preços dos serviços aumentaram 5,1% em termos médios dos últimos 12 meses, enquanto os bens registaram uma subida de 2,4%.
A maior variação média foi observada na classe "Restaurantes e serviços de alojamento", com 7,6%, seguida pelos "Transportes", com 6,0%, e pela "Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis", com 4,0%. A única classe com uma variação negativa foi a "Informação e comunicação", com -1,5%.
Na comparação com Agosto de 2025, os "Transportes" registaram a maior subida de preços, de 8,0%, seguidos pelos "Restaurantes e serviços de alojamento", com 6,4%, e pela "Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis", com 4,7%.
Entre os agregados, destaque para os produtos energéticos, cujos preços aumentaram 14,2% em termos homólogos. Os preços dos bens subiram 3,2%, enquanto os serviços registaram um aumento de 4,9%.
A classe dos "Transportes" foi a que mais contribuiu para a inflação homóloga, com um contributo de 1,6 p.p., seguida dos "Restaurantes e serviços de alojamento", com 0,7 p.p.
Apesar da inflação homóloga ainda elevada, os preços diminuíram 0,6% na comparação com Julho. Foi a segunda descida mensal consecutiva, depois da redução de 0,5% registada no mês anterior. A nível nacional, o IPC manteve-se inalterado em Agosto, depois de também ter recuado 0,5% em Julho.
As rendas de habitação também continuaram a subir. Em Agosto, o valor médio das rendas por metro quadrado de área útil aumentou 0,6% face ao mês anterior e 6,9% em termos homólogos. Em Julho, as variações tinham sido de 0,5% e 7,0%, respetivamente.