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Madeira

“Conto do vigário” de mini-saia burlou no Funchal há 34 anos

‘Canal Memória’ ruma até 1992

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Uma burla feita de porta a porta lesou várias pessoas, há 34 anos, no Funchal. O caso teve repercussões principalmente no Chão da Loba e no Livramento, sendo que a suposta burlona apresenta-se invariavelmente de mini-saia, um pormenor que ficaria ‘na memória’.

Os lesados não queriam prestar declarações sobre o que acontecia exactamente, o que dificultava a intervenção da polícia e a atenção do público em geral. No entanto, segundo apurou o DIÁRIO, em 1992, uma mulher, vestida de mini-saia, batia às postas e dizia ser a portadora de uma encomenda que vinha do estrangeiro, enviada pela família da ‘vítima’, mas que a mesma encontrava-se presa na Alfândega, pelo que era necessário dispender um valor de 25 mil escudos para ter acesso à encomenda.

Uma mulher relatou ao DIÁRIO que um parente caiu na esparrela, entregando o dinheiro para desalfandegar a encomenda e ainda pagou o táxi que a ‘burlona’ usou para se deslocar. Ao que tudo indicava, era com recurso às crianças que a suposta portadora de encomendas recolhia informações, indagando quem vivia em determinada casa e se tinha ou não parentes no estrangeiro.

Com essas informações, cometia os crimes. Começava por confirmar com as vítimas os nomes e se tinham parentes na Venezuela. Em sinal afirmativo, tendo em conta que as vítimas estavam sozinhas em casa, contava o “conto do vigário”.