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Protestos em várias províncias sírias contra aumento dos preços dos combustíveis

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Centenas de pessoas participaram hoje em protestos na Síria, nas províncias de Al-Hasakah (nordeste), Idlib (noroeste), Deir Ezzor e Raqqa (leste) e nas zonas rurais de Alepo (norte), indicaram media sírios e o Observatório de Direitos Humanos.

Os protestos começaram depois de o Ministério da Energia sírio ter anunciado, no sábado, um aumento dos preços dos produtos petrolíferos, que disse ser temporário e que justificou com "um aumento excecional do custo global de aquisição destes produtos", segundo a agência noticiosa oficial síria SANA.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) reportou distúrbios em várias províncias, indicando que os manifestantes bloquearam a autoestrada internacional Deir Ezzor-Alepo, perto de Huwayjat Shannan, na província de Raqqa, utilizando pneus em chamas, e interromperam a passagem de camiões-cisterna noutras zonas do nordeste da Síria, incluindo na estrada Al-Hasakah-Deir Ezzor.

O canal estatal sírio Al-Ikhbariya também informou que os manifestantes bloquearam a autoestrada M5 na zona rural a sul de Idlib, perto de Maarat al-Numan.

Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, em Muhaimida, na zona rural de Deir Ezzor, os residentes afirmaram ter impedido as forças de segurança de dispersar uma manifestação, embora tal não tenha podido ser verificado de forma independente.

Os manifestantes temem que a subida dos preços eleve os custos dos transportes e da alimentação num país que luta para se reconstruir após a queda do regime de Bashar al-Assad.

O comité sírio que determina o preço dos combustíveis aumentou o preço da gasolina de 95 octanas em 28,3%, para 195 novas libras sírias (1,37 euros) por litro, e o preço do gasóleo em 40%, para 175 libras (1,24 euros), o maior aumento registado desde o início da transição. Este é o segundo aumento em setembro, após um ajuste menor no passado dia 04.

Desde o início do ano que a Síria tem sido palco de protestos por questões económicas, como o valor dos salários, o preço do pão e o custo de vida, adianta a EFE.