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Desporto

"A equipa está muito abatida, mas é uma excelente aprendizagem", diz treinador do Nacional

Alexandre Santos garante que nada está perdido e promete "ir atrás dos três pontos já no próximo sábado"

Foto Hélder Santos/ASPRESS
Foto Hélder Santos/ASPRESS

O encontro entre Nacional e Alverca foi acompanhado por 1.766 espectadores nas bancadas do Estádio da Madeira.

Alexandre Santos desvalorizou a estreia pessoal no comando técnico do Nacional e centrou a análise na forma como a equipa se “perdeu” durante a primeira parte da derrota, por 1-3, diante do Alverca.

O treinador reconheceu que os alvinegros pagaram caro alguns minutos de desconcentração, mas valorizou a reacção após o intervalo e deixou uma mensagem clara para o que se segue: “Não está nada, nada perdido”.

Nacional sofre duro golpe do Alverca

Três golos dos visitantes na primeira parte fizeram a diferença na estreia do técnico Alexandre Santos

“A estreia aqui é lógico que é pouco importante porque o que importa é a equipa e eu percebo que haja essa naturalidade de dizer que a estreia é má. Trabalhámos para conseguir outro resultado”, começou por afirmar Alexandre Santos, na ‘flash interview’ da Sport TV.

O técnico reconheceu, também, que recuperar de uma desvantagem de três golos era uma tarefa muito complicada. “Naturalmente não há hipótese de... não é fácil nunca recuperar três golos”, referiu, antes de identificar o período em que o Nacional perdeu o controlo da partida.

Acho que a equipa perdeu-se ali a partir de metade da primeira parte, começou a ficar nervosa com o facto de não conseguir chegar mais perto da área. O Alverca começou a sentir-se mais confortável e às vezes os jogos têm destas coisas.

Alexandre Santos destacou ainda a eficácia do adversário. “Na verdade é quase 100% de eficácia do Alverca. Não digo que não merecesse os golos, mas a verdade é que teve muita eficácia e depois fomos atrás.”

Para o treinador, uma das principais lições do encontro passa precisamente pela forma como o Nacional reagiu ao primeiro golo sofrido. “Temos que aprender com estes erros. Não podemos nos desconcentrar completamente, mesmo sofrendo o primeiro golo, porque depois entregamos uma vantagem, três golos, que é demasiado difícil de recuperar.”

Apesar do resultado, Alexandre Santos viu sinais positivos na resposta da equipa durante a segunda parte. “A verdade é que fizemos muito boas coisas na segunda, empurramos o Alverca e conseguimos ter oportunidades suficientes pelo menos para disputar o resultado.”

O treinador considera mesmo que o Nacional poderia ter reentrado verdadeiramente na discussão do encontro caso tivesse concretizado mais cedo uma das ocasiões criadas. “Se fizéssemos mais cedo o golo como merecíamos, podíamos ter disputado o jogo mais do que aquilo que disputámos.”

Intervalo serviu para devolver confiança

Questionado sobre a mensagem transmitida aos jogadores ao intervalo, quando o Nacional já estava numa situação muito desfavorável, Alexandre Santos admitiu que era “a pior situação possível”.

Foi a pior situação possível para entrarmos num intervalo. Gosto muito do intervalo e sinto que é sempre um momento importantíssimo para nós podermos acrescentar coisas à equipa. Naquele momento foi acreditar em todos.

O técnico explicou que não pretendeu promover uma revolução imediata na equipa. “A intenção não era substituir todos ou substituir os que podíamos, mas sim melhorar a equipa em algumas questões.”

E foi isso que, no seu entender, aconteceu na segunda metade. “Melhorámos em algumas questões, que foi o tipo de pressão alta que fizemos e conseguimos que os jogadores entendessem que tinham que ser mais agressivos nos duelos para conseguimos estar mais perto do golo.”

Treinador do Nacional quer estrear-se com um bom resultado frente ao Alverca

O treinador do Nacional, Alexandre Santos, afirmou hoje ser fundamental conseguir um "bom resultado" na receção ao Alverca, na sexta jornada da I Liga portuguesa de futebol, no jogo que marca a sua estreia no comando técnico da equipa.

Alexandre Santos revelou ainda que procurou convencer os jogadores de que a diferença no marcador não traduzia aquilo que tinha acontecido no relvado até ao intervalo. “Eu acho que os jogadores entenderam que nem o 3-0 não representava a diferença entre as equipas até então. Tivemos que dar muito mais e tínhamos que ser eficazes.”

O resultado deixou naturalmente marcas no balneário alvinegro. “A equipa está muito abatida em termos de resultado, como é lógico, ninguém poderia não estar.” Ainda assim, o treinador prefere retirar uma lição da derrota. “Mas isto é uma excelente aprendizagem para nós percebermos que os jogos são todos os minutos e todos os segundos, porque a qualquer momento o adversário aproveita.”

Declaração treinador do Nacional

"Temos de trabalhar muito"

Sobre as alterações tácticas e a adaptação dos jogadores, Alexandre Santos reconheceu que qualquer mudança exige tempo. “As mudanças nunca são fáceis porque os jogadores têm que se adaptar rapidamente.”

Acho que isto tornou algumas vezes difícil, principalmente quando queríamos atacar mais e chegar mais perto da baliza e não estávamos a conseguir, até por mérito também do adversário.

No final da análise, o novo treinador do Nacional deixou claro que espera um campeonato exigente e pediu capacidade de resposta imediata à equipa.

Mas a verdade o que o leve daqui é principalmente que nós temos de trabalhar muito, nós temos de ser muito fortes e muito resilientes, porque o Campeonato vai ser muito difícil.

E fechou com uma mensagem de confiança: “Não está nada, nada, nada, nada perdido e simplesmente o que temos de fazer é ir atrás dos três pontos já no próximo sábado. E é isso que temos de fazer e levantar a cabeça.”