Alterações climáticas podem reduzir PIB francês em 3,6% em 2050
As alterações climáticas poderão reduzir o Produto Interno Bruto (PIB) francês em 3,6% em 2050, caso não sejam reforçadas as medidas de adaptação e redução das emissões, revelou hoje uma nota do Ministério da Economia francês.
De acordo com a informação divulgada, em França, as alterações climáticas poderão ainda agravar o défice público francês em 1,8 pontos do PIB em 2050.
Neste sentido, o impacto nas finanças públicas dependerá da trajetória do aquecimento global, das políticas de adaptação adotadas e das futuras decisões sobre a gestão dos efeitos das alterações climáticas, indicou hoje o Ministério da Economia francês.
A Direção-Geral do Tesouro salientou que os danos que poderão ser evitados dependerão também das tecnologias disponíveis, nomeadamente no setor da construção, e de opções de ordenamento do território, como regras que limitem a construção em zonas sujeitas a inundações.
A dimensão do impacto económico constitui um custo "significativo para a economia", segundo a nota divulgada pelo Ministério da Economia.
"A inação não é uma opção. Não se adaptar tem um custo, mas é também uma oportunidade económica e uma questão de soberania", afirmou o ministro da Economia francês durante um evento dedicado à adaptação da economia às alterações climáticas.
A iniciativa decorreu na sequência do apelo do primeiro-ministro francês para acelerar os trabalhos nesta área.
Para as projeções apresentadas, a Direção-Geral do Tesouro recorreu às estimativas da NGFS (Network of Central Banks and Supervisors for Greening the Financial System), uma rede internacional de bancos centrais e autoridades de supervisão financeira que desenvolve cenários climáticos utilizados como referência comum.