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Construção Civil defende nova fase de investimento nos Açores após PRR

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Foto GRA/Arquivo

A associação dos industriais de construção civil dos Açores alertou ontem para a necessidade de "assegurar uma transição sem interrupções" após o fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), defendendo uma "nova fase de investimento".

"O desafio é assegurar uma transição sem interrupções. O fim do PRR deve ser encarado não como um ponto de chegada, mas como o início de uma nova fase de investimento, assente numa visão de médio e longo prazo", afirmou a presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA).

Alexandra Bragança falava aos jornalistas após uma reunião com o presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), na sede da Presidência, em Ponta Delgada, a propósito da elaboração do Plano e Orçamento da região para 2027.

A empresária afirmou que o PRR foi um "ciclo extraordinário de investimento" e considerou que é preciso "garantir que a dinâmica criada não termina" com o fim daquele programa a 31 de agosto.

A presidente da AICOPA defendeu que as "necessidades que justificaram os investimentos" do PRR "continuam presentes" e salientou que é preciso "mobilizar outras fontes de financiamento", além do programa comunitário Competir 2030.

"A região continua a precisar de mais habitação, melhores transportes, infraestruturas de água e energia mais resilientes, equipamentos públicos modernizados e condições para reforçar a competitividade da economia".

Para Alexandra Bragança, o "objetivo não deve ser procurar um novo PRR", mas garantir que a região "continua a investir, a construir e a modernizar-se".

A AICOPA reivindicou uma "estratégia clara" que permita às empresas ter "estabilidade, previsibilidade e consistência".

"Não podemos passar do 80 para o oito", avisou, admitindo preocupação com uma eventual redução do investimento público em 2027.

A discussão e votação do Plano e Orçamento dos Açores para 2027 vai acontecer em novembro na Assembleia Legislativa Regional, na cidade da Horta, na ilha do Faial.

O Plano e Orçamento da região para 2026 foram aprovados em novembro de 2025 com votos a favor do PSD, CDS-PP, PPM, votos contra do BE, IL e PAN e abstenção do PS e Chega.

O executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de fevereiro de 2024 governa a região sem maioria absoluta no parlamento açoriano e, por isso, necessita do apoio de outros partidos com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.

PSD, CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta. O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada, completando os 57 eleitos.