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Alterações Climáticas Mundo

ONU insta líderes mundiais ver zonas afectadas pela subida dos oceanos no Pacífico

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Foto EPA

Os líderes das principais economias do mundo deveriam visitar um atol do Oceano Pacífico para testemunhar a realidade da subida recorde do nível do mar, apelou ontem a ONU no 55.º Fórum das Ilhas do Pacífico, em Palau.

Ao mencionar as inundações fatais no Nepal na última quarta-feira, a vice-secretária-geral das Nações Unidas, Amina Mohammed, disse que a subida do nível do mar no Pacífico é "a outra face dessa história".

"Já sabemos que o aquecimento do clima altera as reservas de gelo em todo o mundo a uma velocidade extraordinária, não apenas ameaçando as populações situadas abaixo do gelo, mas também acrescentando mais água aos nossos oceanos", disse aos jornalistas.

A vice-secretária-geral das Nações Unidas lembrou que a questão climática é uma das grandes prioridades regionais no Pacífico e instou os líderes do G20 a participarem na reunião agendada pelo pequeno Estado de Tuvalu para outubro, antes da COP31 prevista para novembro na Turquia.

O ministro do Meio Ambiente do arquipélago, Steven Victor, anfitrião do fórum que reúne 18 países-membros, destacou que é preciso "que os líderes das principais economias mundiais venham ver" a subida do nível do mar.

Tuvalu está entre os países mais vulneráveis à crise climática e prepara-se para realocar a população, depois de os cientistas terem alertado para o risco de a maior parte do território poder ficar submersa.

A região do Pacífico "não está a pedir esmola", mas dispõe de menos recursos para enfrentar a subida do nível do mar que ameaça as suas populações, acrescentou.

Um relatório da ONU hoje publicado revela uma subida do nível do mar num ritmo recorde, impulsionada pelo aquecimento dos oceanos e pelo derretimento das massas de gelo.

Até 1,2 mil milhões de pessoas podem ter de ser deslocadas até 2050, sendo que os países insulares do Pacífico sofrem uma elevação do nível do mar duas vezes superior à média mundial, segundo o relatório.

Os países em desenvolvimento precisam de 310 a 365 mil milhões de dólares para se adaptar, mas contavam com apenas 26 mil milhões de dólares em financiamento para esse esforço de adaptação em 2023, aponta o relatório.