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Madeira

80 universitários madeirenses reunidos em encontro com o foco na entrada no mercado de trabalho

EUMA decorre hoje e amanhã no Colégio dos Jesuítas, no Funchal, com palestras, workshops e momentos de networking

Encontro de Universitáriso Madeirenses arrancou hoje, no Colégio dos Jesuítas. 
Encontro de Universitáriso Madeirenses arrancou hoje, no Colégio dos Jesuítas. , Foto ML

Cerca de 80 jovens participam, hoje e amanhã, na 5.ª edição do Encontro de Universitários Madeirenses (EUMA), iniciativa promovida pela Associação de Jovens Madeirenses Conectados, que decorre no Colégio dos Jesuítas, no Funchal.

O encontro pretende aproximar os jovens madeirenses das oportunidades existentes na Região e, sobretudo, prepará-los para a entrada no mercado de trabalho. Ao longo de dois dias estão previstas palestras, workshops, momentos de networking com empresas e associações, além de iniciativas de convívio.

Segundo Luísa Pedra, presidente da Associação de Jovens Madeirenses Conectados, o EUMA tem vindo a consolidar-se desde a primeira edição, realizada em 2022, quando reuniu cerca de 40 participantes. Este ano, volta a atingir os 80 jovens.

Entre os momentos de formação estão dois workshops dedicados a competências consideradas importantes para a entrada no mercado de trabalho. Um deles aborda a elaboração de currículos e a utilização do LinkedIn, sendo dinamizado por Ana Patrícia Silva, especialista em recursos humanos. O segundo, orientado pelo director-geral da DTIM, centra-se no 'pitch' e nas 'soft skills'.

Luísa Pedra destaca a importância destas competências num contexto marcado pela crescente utilização da inteligência artificial. "Garantimos que a parte humana não fica esquecida", explicou, defendendo que os jovens devem conseguir diferenciar-se através das suas competências pessoais.

A responsável reconhece, contudo, que a transição do ensino superior para o mercado de trabalho continua a apresentar dificuldades. "Há sempre desafios", afirmou, apontando para a existência de oportunidades mais precárias e para o dilema que muitos jovens enfrentam entre permanecer na Madeira ou procurar oportunidades fora da Região.

Essa realidade pode também contribuir para alguma frustração entre os jovens, sobretudo numa fase em que existe "bastante pressão" para conseguir uma primeira oportunidade profissional após a conclusão do ensino superior.

Aos jornalistas, sustentou que a associação procura responder a estas dificuldades através de acções de capacitação, que incluem, além das iniciativas do EUMA, formações em áreas das tecnologias da informação, bem como sessões com profissionais de diferentes áreas.

Mas a actividade da Associação de Jovens Madeirenses Conectados não se limita à preparação para o emprego. Entre os projectos em curso está o Conselho Jovem, uma iniciativa de auscultação dos jovens dos diferentes municípios da Região, cujos contributos são posteriormente reunidos em relatórios entregues às autarquias, numa parceria com a Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira (AMRAM).

A associação mantém ainda o Fine Madeira, uma plataforma gratuita dedicada à literacia financeira, lançada no ano passado, e o LGP Connect, uma plataforma de aprendizagem de Língua Gestual Portuguesa criada em março deste ano. Esta última conta já com mais de 600 contas criadas e disponibiliza conteúdos correspondentes aos níveis 1 e 2.

A transição do ensino secundário para o superior é igualmente uma preocupação acompanhada pela organização. Luísa Pedra afirma que a associação tem procurado recolher as preocupações dos jovens e manter-se próxima daqueles que estão a atravessar esta fase, de forma a “representá-los e representar os seus interesses”.

O EUMA pretende, assim, juntar num mesmo espaço estudantes e jovens profissionais, promovendo não apenas formação e contacto com o tecido empresarial regional, mas também a criação de redes entre os próprios jovens madeirenses.