Assuntos diversos

No DN de 18 de agosto de 2026, página 20, com o título: “Vamos duplicar a habitação Municipal”; artigo do digno Presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Sr. Celso Bettencourt; estando nas últimas 11 linhas, o seguinte: “Ultrapassar as 250 habitações públicas municipais será um marco histórico. Ainda assim, o resultado mais importante não estará nas estatísticas nem no valor das empreitadas. Estará em cada porta que se abrir, em cada família que encontrar estabilidade ou em cada pessoa que puder continuar a chamar Câmara de Lobos de casa.

É para isso que cá estamos”.

O Sr. Celso Bettencourt, digno Presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, tem uma visão correta de analisar, das necessidades primárias, da habitação para os seus concidadãos do seu Concelho.

Uma família constituída, sem uma habitação condigna, não pode viver feliz. E a infelicidade, não dá prazer de viver com alegria; vivendo desmotivada, causando grandes danos à sociedade onde vive.

No DN de 19 do corrente mês, página 4, com o título: “Funchal é onde comprar casa mais pesa no orçamento”; estando em destaque na última coluna: “Madeira entre os mercados mais difíceis do país”; e nas primeiras 4 linhas, o seguinte: “Os dados colocam assim o Funchal numa posição particularmente difícil no panorama nacional da habitação”.

A situação para os nativos, é verdadeiramente caótica, pelo facto do povo trabalhador, não terem os seus salários, ordenados ou vencimentos, para pagarem as rendas que lhes são exigidas pelos senhorios/as.

Presentemente, as residências que eram para serem arrendadas aos nativos, povo trabalhador; são residências de AL-Alojamento Local. Causando a triste realidade de muitas pessoas viverem desalojadas pelos jardins da cidade e outros lugarejos pela periferia da cidade.

No mesmo DN, página 23, com o título: “Cidade do Funchal, 518 anos depois”; artigo do ilustre professor, Rui Caetano; estando nas últimas 12 linhas, o seguinte: “O Funchal não pode continuar refém de uma lógica comercial que coloca os interesses financeiros acima das pessoas e reduz os munícipes a meros contribuintes. É hora de devolver a cidade a quem nela vive e trabalha, garantindo habitação digna, justiça social e a certeza de que os funchalenses têm o direito inequívoco de prosperar na sua própria terra”.

É fundamental, dar as melhores condições de vida aos cidadãos madeirenses, porque são que nasceram no Arquipélago da Madeira, os que mais contribuíram para o seu desenvolvimento da sua terra natal. Todavia, o que se verifica, presentemente, é que os madeirenses estão a emigrarem para outros países, porque lhes dão melhores condições de vida.

Observe-se o que está acontecendo na nossa Região; o que antes era para arrendamento para residências dos madeirenses, com rendas acessíveis aos seus salários, ordenados ou vencimentos; presentemente, são para AL-Alojamento Local, causando a situação de centenas de pessoas estarem a dormirem pelos jardins da cidade, e pelas casas abandonadas, sem condições de habitabilidade, e outros lugarejos ocultos.

No DN de 20 de agosto, do presente ano, página 8, com o título: “JPP quer salvar o Cristo Rei do Garajau”; estando a foto abrangendo duas colunas com a seguinte legenda: “Cristo Rei merece o respeito institucional de todos nós”, diz o JPP”. É indispensável, que o Governo Regional tome a decisão, de legalizar toda aquela área, pagando aos seus proprietários o justo valor, pelo seu património, criando melhores condições para serem visitáveis, tanto para os madeirenses, como, também, para os turistas, que por lá passam aos milhares.

José Fagundes