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Madeira

Nova administração da NaturNorte já trabalha na reabertura das Grutas de São Vicente

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Foto Rui Silva/ASPRESS

José Carlos Gonçalves anunciou esta tarde cerca de 4,4 milhões de euros de investimento previsto nas redes de água e saneamento (uma das maiores críticas de que é alvo) e garante que o Município está a procurar soluções para problemas estruturais

Tal como o DIÁRIO avança na sua edição impressa de hoje, sublinhou que a nova administração da NaturNorte já está a trabalhar com o objectivo de reabrir as Grutas de São Vicente.

O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, José Carlos Gonçalves, durante a Sessão Solene comemorativa dos 282 anos do Município.

Num discurso marcado pelo balanço dos primeiros dez meses de mandato e por vários anúncios para os próximos anos, o autarca colocou a recuperação daquele equipamento entre as prioridades da empresa municipal.

“O novo conselho de administração já está a trabalhar com vista à reabertura das Grutas de São Vicente”, revelou José Carlos Gonçalves.

O presidente não avançou, nesta intervenção, uma data para a reabertura, mas deixou clara a importância que atribui à recuperação daquele espaço. “As Grutas representam um património natural e turístico de enorme importância para o nosso concelho e queremos vê-las novamente valorizadas e ao serviço de São Vicente”, afirmou.

Outro dos principais anúncios da sessão incidiu sobre o abastecimento de água e o saneamento básico, áreas que têm estado no centro do debate político municipal.

José Carlos Gonçalves revelou que está prevista uma intervenção nas redes de abastecimento de água e resíduos do Lameiro, Feiteiral e Terra Chã, com um investimento orçamentado em 1,9 milhões de euros.

Está igualmente em elaboração o processo para a empreitada de requalificação da rede de abastecimento nas Ginjas e Fajã das Covas, num investimento estimado em mais 2 milhões de euros.

“Estamos a trabalhar para encontrar soluções para um problema que exige investimento, planeamento e responsabilidade”, afirmou o presidente.

No saneamento básico, encontra-se também em preparação a requalificação da estação elevatória de São Vicente e das estações de tratamento de águas residuais de São Vicente e Boaventura. A intervenção está orçamentada em 520 mil euros.

Somados, os investimentos anunciados para estas áreas representam cerca de 4,42 milhões de euros.

“São investimentos significativos, mas são investimentos necessários”, sustentou José Carlos Gonçalves, defendendo que o desenvolvimento sustentável tem de traduzir-se em respostas concretas.

“Desenvolvimento sustentável significa assegurar serviços essenciais, preservar os nossos recursos, proteger o território e criar melhores condições de vida para as gerações presentes e futuras”, vincou.

“Um território onde vale a pena ficar”

O autarca aproveitou o aniversário do município para reafirmar a estratégia que diz ter iniciado há dez meses: tornar São Vicente mais atractivo para viver, trabalhar e investir e, simultaneamente, criar condições para fixar população.

José Carlos Gonçalves quer “um concelho que não seja apenas um local de passagem, mas um território onde vale a pena ficar”.

Nesse objectivo incluiu a criação de oportunidades para os jovens, respostas para os idosos e a valorização dos agricultores, comerciantes, empresários, trabalhadores, associações e instituições.

O presidente dirigiu ainda uma mensagem à diáspora são-vicentina, com particular referência à comunidade radicada na Venezuela e às dificuldades enfrentadas naquele país. Durante a intervenção foi igualmente apontada uma nova deslocação à Venezuela para o próximo mês de Novembro.

José Carlos Gonçalves reconheceu, por outro lado, que os primeiros dez meses estão longe de permitir concretizar todo o programa da actual maioria.

“Sabemos que nem tudo estará feito amanhã. Sabemos que haverá dificuldades”, admitiu, reconhecendo também a legitimidade do escrutínio político e público sobre a governação.

“Quem exerce funções públicas está sujeito ao escrutínio, à crítica e à exigência dos cidadãos, e assim deve ser”, afirmou.

A resposta do executivo, garantiu, será “trabalhar, ouvir, corrigir quando for necessário, encontrar soluções” e manter como prioridade “servir São Vicente e os vicentinos”.