DNOTICIAS.PT
Guerra no Irão Mundo

Trump insiste que Coreia do Sul não apoia a sua política de "desnuclearização"

None

O Presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu hoje que a Coreia do Sul se recusou a apoiar a sua política de "desnuclearização" do Irão.

"Recentemente, perguntei ao Presidente da Coreia do Sul se queriam juntar-se a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irão, e ele respondeu: 'Não, obrigado!'", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

Na mensagem, Trump recordou também que deu instruções ao secretário da Defesa (ao qual chama "secretário de Guerra"), Pete Hegseth, "para reduzir substancialmente as manobras militares conjuntas" com Seul, porque são dispendiosas "e grande parte das despesas são suportadas pelos Estados Unidos da América (como de costume!)".

Como disse a 16 de agosto, quando anunciou a redução das manobras militares com a Coreia do Sul, Trump relacionou essa decisão com a sua "excelente relação com Kim Jong-Un, da Coreia do Norte".

O chefe de Estado norte-americano sustenta que as manobras conjuntas com Seul "enviam um sinal totalmente inapropriado e hostil a um país que, durante todo o mandato de Donald J. Trump como Presidente, se mostrou respeitoso e sem intenções agressivas".

A mensagem na Truth Social surge um dia depois de o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter abordado com o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Hyun, a "estreita coordenação entre os dois países".

Numa conversa telefónica, Rubio salientou ao homólogo sul-coreano a necessidade de "ambos os países manterem uma estreita coordenação em questões que são fundamentais" para a sua aliança, indicou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, num comunicado.

Na próxima sexta-feira, completam-se seis meses desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, a 28 de fevereiro, um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

O memorando de entendimento que proporcionou uma trégua temporária na guerra expirou, e não estão em curso negociações concretas para pôr fim ao conflito, mantendo Teerão o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial e uma elevada percentagem de fertilizantes necessários ao cultivo de alimentos para a população mundial, ao passo que Washington impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.