Madeira reclama medidas urgentes perante greve que ameaça fornecimento de gás natural
O secretário regional da Economia da Madeira, José Manuel Rodrigues, pediu esta quinta-feira à ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, a adopção urgente de medidas que garantam o abastecimento de gás natural à região durante a greve dos trabalhadores da REN Atlântico, agendada para entre domingo e terça-feira.
Numa carta enviada à ministra, José Manuel Rodrigues alerta para os eventuais impactos da paralisação dos trabalhadores responsáveis pela operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines no fornecimento à Madeira.
Em nota à imprensa, o governante madeirense salienta que o gás natural é “essencial ao funcionamento da Central Térmica da Vitória (CTV3)”, unidade que, segundo a tutela regional da Economia, representa cerca de “35% da capacidade de produção de energia de fonte térmica na região”.
“Qualquer perturbação” no abastecimento durante o período de greve pode comprometer a capacidade de produção da central e ter consequências na “segurança e fiabilidade do fornecimento de eletricidade à população e às atividades económicas da Madeira”, sustenta o secretário regional.
José Manuel Rodrigues, que assina a missiva em substituição do secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas, solicita ao Ministério do Ambiente e Energia “a implementação e requisição dos serviços mínimos” considerados indispensáveis à manutenção do fornecimento de gás natural à região entre 23 e 25 de agosto.
Na carta, o governante defende que o abastecimento deve ser tratado como um serviço essencial, invocando a necessidade de preservar a continuidade, estabilidade e segurança do sistema elétrico madeirense, bem como o princípio da continuidade territorial.
Os trabalhadores da REN Atlântico, responsáveis pela operação do terminal de GNL de Sines, vão cumprir uma greve entre 23 e 25 de Agosto, exigindo um regime de pré-reforma que compense o desgaste associado ao trabalho por turnos.
A paralisação foi convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e integra um processo reivindicativo que, de acordo com a estrutura sindical, decorre desde 2012.