Escócia retira apoio à reeleição de Gianni Infantino na presidência da FIFA
A Federação Escocesa de Futebol (SFA) retirou hoje o apoio à reeleição do presidente da FIFA, Gianni Infantino, juntando-se à contestação ao plano, entretanto abandonado, de criar uma empresa e vender participações do Mundial a privados.
"A posição da SFA tem sido muito clara desde a reunião das associações-membro da UEFA. Estamos alinhados com a posição da UEFA. A UEFA falou sobre uma perda de confiança na FIFA, e concordamos plenamente com isso", afirmou o presidente da SFA, Ian Maxwell, garantindo que não votará no atual líder do organismo que rege o futebol mundial.
A tomada de posição ocorre na sequência da tentativa de Infantino de, através da FIFA Forward Enterprise (FFE), privatizar o Campeonato do Mundo, medida que gerou forte contestação no universo do futebol, levando as confederações da Europa (UEFA), Ásia (AFC) e América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) a acusaram o presidente da FIFA de ter abandonado o seu dever ao atuar com "engano" e colocar-se "acima do coletivo que lhe confiou autoridade".
O projeto previa a angariação de até 4,2 mil milhões de dólares (3,64 mil milhões de euros) através da alienação de uma quota minoritária de até 20% a investidores privados.
Entre os potenciais interessados figurava o fundo Thrive Eternal, fundado por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
Com esta tomada de posição, a Escócia passa a integrar o lote de federações que revogaram formalmente o apoio ao dirigente ítalo-suíço, entre elas a Finlândia, Inglaterra, Países Baixos, País de Gales, Irlanda, Sérvia e Suécia.
Apesar de manter o apoio declarado de confederações como a Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL), a Confederação Africana de Futebol (CAF) e de seis federações árabes e de países como a Bolívia, Equador, Venezuela, Argentina e Marrocos, Infantino vê a sua posição fragilizada no caminho para as eleições agendadas para 18 de março de 2027.
Até ao momento, nenhum candidato se apresentou para concorrer contra o italo-suíço no ato eleitoral de 2027, terminando o prazo para a apresentação de candidaturas à presidência da FIFA em 18 de novembro.