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Chega acusa PSD e PS de serem "aliados" e de "protegerem o sistema"

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) eleito pela Madeira, Francisco Gomes, acusa hoje PSD e PS de manterem uma relação de "protecção mútua" sempre que estão em causa suspeitas de corrupção, alegada utilização indevida de cargos públicos ou interesses relacionados com o exercício do poder político.

Na habitual nota de imprensa diária, o parlamentar madeirense considera que o caso envolvendo o ministro Luís Neves é "mais uma demonstração" de que os dois maiores partidos preferem, na sua perspectiva, preservar o actual sistema político a promover um maior escrutínio.

"PSD e PS não são adversários, mas parceiros de um sistema podre que criaram e alimentam há décadas. Discutem para os jornalistas, mas, na hora de proteger o poder e encobrir escândalos, unem-se", afirma Francisco Gomes, que constata: "É essa a maioria que governa Portugal."

O parlamentar sustenta ainda que o silêncio político em torno do caso de Luís Neves reforça a sua convicção de que existe uma lógica de encobrimento entre sociais-democratas e socialistas.

"O escândalo em torno de Luís Neves e o silêncio de PSD e PS perante evidências graves de corrupção e abuso de poder mostram como estes partidos se encobrem", afirma, acusando-os de terem "décadas de compadrio, favorecimentos políticos e promiscuidade entre o poder e interesses privados".

Francisco Gomes defende também que existem estruturas de influência com capacidade para condicionar decisões políticas e preservar interesses instalados.

"Existem redes claras de interesse que capturaram o Estado e que vivem dele há décadas", afirma o deputado, considerando que essas estruturas procuram influenciar governos, partidos e decisões públicas "para preservar privilégios e impedir qualquer mudança que ameace o seu poder".

Na mesma tomada de posição, o parlamentar apresenta o CH como o único partido com independência para enfrentar essas estruturas, que "não está preso a interesses instalados". E sustenta: "Somos o único partido com coragem para enfrentar os poderes ocultos que tentam dominar os partidos e, através deles, controlar o Estado".

Francisco Gomes conclui defendendo uma "profunda renovação política" e o fim da alternância governativa entre PSD e PS. Na sua perspectiva, enquanto os dois partidos "continuarem a proteger-se mutuamente", Portugal permanecerá condicionado pelo actual sistema político.