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Guerra no Irão Mundo

Sete mortos em ataque israelita no Sul do Líbano

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Foto EPA

Um ataque israelita no sul do Líbano matou hoje sete pessoas, o balanço mais mortífero desde a trégua, assinada em junho, que tinha diminuído as hostilidades entre Israel e o movimento Hezbollah, revelou a agência de comunicação estatal libanesa.

"Um ataque levado a cabo por aviões de combate inimigos contra uma habitação" situada nos arredores da aldeia de Ansar "causou sete mortos e três feridos", informou a Agência Nacional de Informação (ANI).

Segundo esta fonte, o ataque destruiu a casa e as equipas de socorro estão atualmente a proceder à remoção dos escombros e ao transporte dos feridos para o hospital.

O Líbano foi arrastado, no início de março, para o conflito entre o Irão e os Estados Unidos, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio a Teerão, na sequência da ofensiva norte-americana e israelita lançada em fevereiro contra a República Islâmica.

Em retaliação, Israel levou a cabo numerosos ataques aéreos no Líbano e destacou tropas para o sul do país, causando mais de 4.300 mortos, segundo as autoridades libanesas.

Embora a violência tenha diminuído significativamente desde a assinatura de um protocolo de acordo entre os Estados Unidos e o Irão, em junho, e posteriormente de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel, Beirute continua a registar ataques e destruições pontuais por parte de Israel.

A ANI indicou que "o vale situado entre Ansar e Zarariyeh também foi alvo de um ataque, o primeiro a penetrar tão profundamente no território desde o cessar-fogo há dois meses".

Referiu ainda ataques aéreos e disparos de artilharia na zona do cume de Ali al-Taher, uma colina estratégica com vista para a região sul de Nabatiyé.

Além disso, as forças israelitas destruíram habitações na cidade de Bint Jbeil, perto da fronteira com Israel, segundo a mesma fonte.

O acordo-quadro entre Israel e o Líbano, celebrado em junho, prevê o desarmamento do Hezbollah, uma retirada progressiva das forças israelitas do sul do Líbano e a mobilização do exército libanês na região, começando por "zonas-piloto".

O Hezbollah critica regularmente este acordo.

Esta semana, a ONG Human Rights Watch instou as Nações Unidas a manter uma força internacional no Líbano após o termo, este ano, do mandato dos seus "capacetes azuis", afirmando que estes "constituem um meio de dissuasão essencial contra os ataques, que visam civis, e as violações dos direitos humanos".