Sobe para 91 número de palestinianos mortos em prisões israelitas desde 2023
A morte numa prisão de Israel dum detido palestiniano elevou para 91 o número de mortes de presos desde o início da ofensiva israelita contra o Hamas na Faixa de Gaza, anunciou hoje a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).
No total, 91 palestinianos morreram nas prisões de Israel desde 07 de outubro de 2023, quando o Exército israelita lançou a sua ofensiva contra Gaza em retaliação pelos ataques do Hamas ao seu território, em que foram assassinadas mais de 1.200 pessoas e raptadas mais de duas centenas.
"As autoridades de ocupação israelitas reconheceram o martírio do prisioneiro Ihab Muhammad Abdul Qader Diab, de 36 anos, natural da Faixa de Gaza, que se encontrava detido desde 12 de dezembro de 2023", refere-se num comunicado da Comissão de Assuntos dos Detidos e Ex-Detidos da ANP.
Apesar de o anúncio ter sido feito hoje, a Comissão acredita que Diab morreu a 18 de setembro de 2024 e o ministério dos assuntos dos presos de Gaza acusou Israel, noutro comunicado, de ter escondido durante todo esse tempo o estado do falecido.
Segundo as autoridades israelitas, Diab "sofria de uma condição médica", lê-se no comunicado da Comissão, uma afirmação que a sua família negou, assegurando que gozava de boa saúde e não sofria de qualquer doença no momento em que foi detido.
Israel aumentou os números de detidos palestinianos nas suas prisões e endureceu as condições, acumulando denúncias de tortura aos presos e privação de recursos básicos, segundo ONG israelitas e organismos internacionais.
Desses mortos , 53 eram de Gaza, segundo o recenseamento da Comissão de Assuntos dos Detidos e ex-detidos.
O número ascende a 328 desde que começou o recenseamento em 1967, com cerca de 28% mortos nos últimos três desses 59 anos.