DNOTICIAS.PT
Madeira

Inflação na Madeira abranda para 4,7% em Julho, mas continua acima da média nacional

A hotelaria e a restauração continuam a puxar a inflação.   Foto Shutterstock
A hotelaria e a restauração continuam a puxar a inflação.   Foto Shutterstock

A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) na Região Autónoma da Madeira em Julho de 2026 desceu 0,3 pontos percentuais face a Junho, mas manteve-se 1,7 pontos acima do valor registado no conjunto do País, segundo dados do INE divulgados hojem 

A inflação na Madeira desacelerou no mês passado, com a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) a fixar-se em 4,7%, contra os 5,0% registados no mês anterior. Apesar da descida, os preços na Região continuaram a aumentar a um ritmo significativamente superior ao verificado a nível nacional, onde a taxa homóloga foi de 3,0%.

Os dados mostram que a taxa homóloga do IPC na Madeira ficou, assim, 1,7 pontos percentuais acima da média nacional.

Em termos médios dos últimos 12 meses, a taxa de inflação na Região subiu para 3,6%, mais 0,1 pontos percentuais do que em Junho. No País, esta taxa manteve-se nos 2,6%.

A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, também aumentou, passando para 3,1%, mais 0,2 pontos percentuais do que no mês anterior.

Entre as principais classes de despesa, foram os Transportes que registaram a maior subida homóloga, com uma variação de 9,5%. Seguiram-se os Restaurantes e serviços de alojamento, com 9,1%, e a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, com 4,7%.

Os Transportes foram também a classe que mais contribuiu para a variação homóloga do IPC, com 1,9 pontos percentuais, seguindo-se os Restaurantes e serviços de alojamento, com 1,0 ponto percentual.

Nos agregados especiais, os produtos energéticos apresentaram uma subida homóloga de 8,9%.

Os serviços registaram igualmente um aumento bastante superior ao dos bens: os preços dos serviços cresceram 7,0%, enquanto os bens aumentaram 2,7%.

A única classe a apresentar uma variação homóloga negativa foi a de Informação e comunicação, com uma descida de 2,8%.

Apesar da inflação homóloga permanecer elevada, os preços registaram uma descida mensal em Julho. O IPC diminuiu 0,5% na Madeira face a Junho, depois de ter aumentado 0,3% no mês anterior.

A evolução mensal foi idêntica à registada no conjunto do País, onde o IPC também recuou 0,5% em Julho.

Na análise dos últimos 12 meses, as maiores variações positivas foram observadas nos Restaurantes e serviços de alojamento (7,7%), Transportes (5,4%) e Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis (4,0%).

Os dados relativos à habitação mostram ainda que o valor médio das rendas de habitação por metro quadrado de área útil na Madeira aumentou 7,0% em termos homólogos em Julho.

Face ao mês anterior, as rendas registaram uma subida de 0,5%, mantendo-se a variação homóloga de 7,0% observada também em Junho.

Assim, embora a taxa de inflação homóloga da Madeira tenha recuado de 5,0% para 4,7%, a Região continua a apresentar uma subida dos preços superior à média nacional, com particular pressão nos transportes, restauração e alojamento e nos produtos energéticos.