Mais de 51 mil edifícios já foram inspecionados na sequência dos sismos na Venezuela
O Governo venezuelano inspecionou pelo menos 51.124 edifícios após o duplo sismo de magnitudes 7,2 e 7,5 a 24 de junho, a maioria dos quais não sofreu danos graves, disse no sábado o ministro dos Transportes.
Numa publicação na rede social X, Francisco Garcés, igualmente à frente da Comissão Presidencial para a Avaliação da Habitabilidade das Infraestruturas indicou que 58% dos edifícios inspecionados receberam o selo verde, o que significa que são seguros e podem ser ocupados.
O selo amarelo (alerta e revisão) foi atribuído a 23% dos edifícios e 18% receberam o selo vermelho (alto risco), refere a agência noticiosa espanhola EFE.
Garcés disse ainda que foram mobilizados 3.071 inspetores para realizar este trabalho.
Na quinta-feira, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que o Governo está a reparar mais de 13 mil casas danificadas pelo duplo sismo que atingiu o país e que afetou 41.624 famílias, segundo o último balanço oficial divulgado na passada segunda-feira.
Delcy Rodríguez indicou também que os bancos públicos e privados vão conceder empréstimos para a compra de imóveis.
Os que tiverem um valor até 70 mil dólares (60,5 mil euros) serão subsidiados pelo governo em 80%, enquanto para os avaliados entre 70 e 100 mil dólares (86,5 mil euros) o subsídio será de 50%.
Para estimular o mercado imobiliário, a Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo movimento chavista, aprovou na passada sexta-feira uma nova lei de arrendamento.
Há duas semanas o Banco Mundial indicou que o duplo sismo causou prejuízos de cerca de 17,2 mil milhões de euros, dos quais quase metade diz respeito a edifícios residenciais.
Alertou ainda que a lentidão na reconstrução poderá prejudicar a recuperação económica do país produtor de petróleo na próxima década.
Os sismos que atingiram a Venezuela, em particular o estado costeiro de La Guaira, próximo de Caracas, provocaram pelo menos 6.125 mortos e 1.579 desaparecidos.
Entre os mortos confirmados contam-se, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, 138 portugueses e lusodescendentes.