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Pelo menos 16 trabalhadores do Bangladesh morrem na Arábia Saudita em fogo numa fábrica

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Pelo menos 16 trabalhadores migrantes do Bangladesh morreram num incêndio numa fábrica de sofás na Arábia Saudita, informaram hoje as autoridades.

"A fábrica tinha 17 trabalhadores. Um deles estava fora das instalações no momento do incêndio. Os demais foram encontrados mortos. Todos eram do Bangladesh", confirmou o porta-voz da Embaixada do Bangladesh em Riade, Nurul Amin, à agência EFE, por telefone.

O incêndio começou no domingo, às 14:00 locais (12:00 em Lisboa), na Zona Industrial de Musa Sanaiya, a cerca de 20 quilómetros a sul de Riade.

O governo do Bangladesh disse que as autoridades de ambos os países estão a trabalhar em conjunto para identificar os corpos, que serão repatriados assim que o processo de identificação for concluído.

"As mortes prematuras e trágicas dos nossos irmãos expatriados, que trabalhavam na distante Arábia Saudita para ganhar a vida, são profundamente dolorosas", disse, ministro do Bem-Estar dos Expatriados e Emprego no Exterior, Ariful Haque Chowdhury.

Em comunicado, o governante acrescentou: "a sua contribuição para a economia do país é imensa. Estou profundamente triste com seu falecimento repentino e estendo minhas mais sinceras condolências às famílias dos falecidos".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh confirmou o incidente num comunicado separado.

A Arábia Saudita abriga a maior população mundial de trabalhadores migrantes do Bangladesh, com cerca de 3,5 milhões de bengalis a trabalhar legalmente no país, à frente dos Emirados Árabes Unidos, embora as estatísticas apontem para 4,5 milhões.

De acordo com o banco de dados de desenvolvimento do Banco Mundial, as remessas recebidas do exterior no Bangladesh representam entre 5,2% e 7,4% de seu Produto Interno Bruto (PIB).